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O mercado futuro de açúcar da bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltou a amargar perdas expressivas ontem. O preço da commodity para entrega em maio fechou em queda de 7,12%, a 16,57 centavos de dólar por libra-peso.

No pior momento do dia, a cotação recuou para 16,40 centavos de dólar, menor patamar desde 17 de junho de 2009.

Há menos de dois meses, o açúcar batia o recorde de preço em 29 anos, superando a barreira dos 30 centavos de dólar. A alta havia sido impulsionada pela quebra da safra na Índia e por temores de perdas na produção do Brasil. Contudo, os prognósticos foram considerados exageradamente pessimistas, o que levou o mercado a se corrigir com a aproximação da nova safra brasileira.

Desde o dia 1º de fevereiro, o açúcar já caiu 43%. A perda acumulada em 2010, de aproximadamente 34%, é a maior entre todas as commodities listadas nos principais índices internacionais.

Outras commodities agrícolas também registraram desvalorização ontem. O dólar mais forte, que reduz o poder de compra de agentes que usam outras moedas, pesou sobre o mercado. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de milho para entrega em maio cederam 2,16%, para 3,6275 por bushel (medida equivalente a 25,40 quilos). O trigo, também para maio, recuou 2%, para US$ 4,7675 por bushel.

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