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Empresário informou que após a venda do Banco Panamericano seu grupo não tem mais nenhum débito com o FGC

A venda da participação do empresário Sílvio Santos no Banco Panamericano para o banco BTG Pactual por R$ 450 milhões preservou a maior parte do patrimônio do empresário, incluindo o SBT.
O negócio foi confirmado na noite desta segunda-feira.

Uma nota foi divulgada pelo Pactual, após a conclusão da venda informando que havia sido adquirida a totalidade de ações do Grupo Silvio Santos no PanAmericano por R$ 450 milhões. A aquisição está sujeita a aprovação do Banco Central.

O empresário Silvio Santos informou que a partir de agora seu grupo não tem mais nenhum débito com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e que não vai vender mais nenhuma empresa do conglomerado. “Eu não sei as bases da negociação, isso foi tratado pelos meus advogados”, disse Silvio Santos na saída da sede Pactual, na zona Oeste da capital paulista. “As minhas empresas que estavam como garantia foram liberadas.”

A venda do PanAmericano ocorreu após o Banco Central constatar que fraudes no banco causaram prejuízos estimados em R$ 4 bilhões, e não de R$ 2,5 bilhões, como havia sido divulgado, em novembro de 2010, quando a crise no banco tornou-se pública.

Silvio Santos: “As minhas empresas que estavam como garantia foram liberadas”
AE
Silvio Santos: “As minhas empresas que estavam como garantia foram liberadas”
O rombo surgiu porque o banco teria vendido partes de sua carteira de crédito, que são os empréstimos feitos a outros bancos, sem atualizar as informações na sua contabilidade. Na prática, era como se o Panamericano contasse em seu caixa com valores que na realidade não existiam mais no patrimônio do banco.

Após a divulgação do rombo no banco, em novembro do ano passado, o Panamericano negou por meio de nota à imprensa que estivesse à venda.

A falência do banco só foi evitada após o Grupo Silvio Santos assumir integralmente a responsabilidade pelas perdas ocasionadas pela contabilidade fraudulenta e oferecer as empresas do grupo para conseguir recursos junto ao Fundo Garantidor de Crédito.

Como o fundo é uma entidade privada, não houve utilização de recursos públicos. O comando do banco foi trocado e passou a ser feita uma investigação para apurar se houve fraude e quem foram os responsáveis pelos problemas com a gestão.

Em dezembro de 2009, a Caixa Econômica Federal (CEF) havia adquirido cerca de 49% do controle e 36,56% do total das ações do PanAmericano. Quando o problema no banco veio a público, a CEF foi criticada por ter comprado participação majoritária em uma instituição com problemas. O banco federal se defendeu afirmando que havia sido feita auditoria no banco.