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Em 15 de março, Brasil e México assinaram o protocolo depois de dois dias de negociações na capital mexicana

A Secretaria de Economia do México anunciou nesta segunda-feira a entrada em vigor do recente acordo temporário com o Brasil para limitar a troca comercial automotiva durante três anos.

A dependência publicou no Diário Oficial da Federação os quatro pontos que constam no quarto protocolo adicional ao apêndice II do Acordo de Complementação Econômica 55 (ACE 55) entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (integrantes do Mercosul) e México.

Em 15 de março, funcionários de alta categoria de Brasil e México assinaram o protocolo depois de dois dias de negociações na capital mexicana.

De acordo com a Secretaria de Economia, uma vez transcorridos os três anos estabelecidos no protocolo, o ACE 55 se aplicará de maneira completa, "ou seja, haverá livre comércio para veículos leves".

Os dois países acordaram promover a troca de missões para fortalecer as relações comerciais, que haviam ficado no terreno da incerteza pelo fato de o Brasil ter se queixado que o convênio lhe era desfavorável.

Também ficou definido que o comércio bilateral de caminhões, não incluído no ACE 55, será analisado mediante consultas para obter "um acesso recíproco e a homologação de normas técnicas e ambientais". Atualmente, a balança comercial no setor automotivo é propícia ao México, mas no passado havia um superávit em favor do Brasil.

Segundo números da Associação Mexicana da Indústria Automotiva, as exportações mexicanas de automóveis com destino ao Brasil cresceram de 28.283 unidades em 2007 a 147.535 em 2011, ou seja, avanço de 421%. O maior aumento ocorreu de 2010 a 2011, quando passou de 78 mil unidades a 147.535, alta de 89% em um ano.

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