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SÃO PAULO - As ações do Citigroup despencam mais de 20% nesta tarde em Nova York, após o Wall Street Journal noticiar que a instituição deve se desfazer de boa parte de suas unidades, focando suas operações no mercado de varejo tradicional em alguns países selecionados e na área de atacado, atendendo grandes corporações. A revelação, não confirmada oficialmente, vem em conjunto com o anúncio da formação de uma joint venture com o Morgan Stanley para o segmento de corretagem e gestão de recursos. A nova empresa se chamará Morgan Stanley Smith Barney.

Os agentes temem que tais decisões estejam sendo tomadas menos por motivos estratégicos e mais por necessidade de levantar capital para voltar a operar normalmente. O balanço referente ao quarto trimestre, que seria divulgado no dia 22, foi antecipado para amanhã, antes da abertura dos mercados em Nova York. A previsão é de forte prejuízo.

Com o temor dos investidores sobre a saúde financeira do gigante bancário, o spread do Credit-Default Swap (CDS) - uma espécie de seguro de crédito - do Citi saltou para 400 pontos base, o maior desde que o governo dos EUA lançou mão de um pacote para salvar o banco em novembro passado.

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