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Mesmo com sua fama de investimento seguro, o mercado imobiliário não é infalível, e, na opinião do professor de finanças da Faculdade de Economia e Administração da USP, Keyler Carvalho Rocha, a compra de um imóvel não é um bom negócio a não ser que seja para utilizá-lo. Um dos motivos, diz, é a falta de liquidez.

Mesmo com sua fama de investimento seguro, o mercado imobiliário não é infalível, e, na opinião do professor de finanças da Faculdade de Economia e Administração da USP, Keyler Carvalho Rocha, a compra de um imóvel não é um bom negócio a não ser que seja para utilizá-lo. Um dos motivos, diz, é a falta de liquidez. "Se precisar de uma parte do dinheiro, não há como resgatar metade do apartamento, como dá para fazer em uma aplicação", alerta. Além disso, se estiver alugado, o proprietário está preso ao contrato, em geral, de 30 meses. "O inquilino tem preferência e pode renovar o contrato. Se ele entregar, é quase certo que o dono terá que gastar com reparos." Para o professor, a estratégia correta com imóveis é a mesma de outros investimentos: aproveitar as boas fases. Ele questiona a máxima de valorização certa com o tempo. "Está muito caro, e a valorização não é real, é especulativa", avalia. Para ele, os preços altos dos imóveis na capital indicam que o momento não é bom para a compra, e sim para venda. Quanto à compra de imóveis na planta, ele lembra que trata-se de bancar a incorporadora e apostar na entrega do imóvel dentro do prazo estimado, o que pode não ocorrer por problemas de documentação, licenças e até de falência da empresa responsável por levantar o prédio. Mesmo que o rendimento mensal seja mais alto, o valor obtido com aluguel é sujeito a pagamento de Imposto de Renda, e, ainda pode levar à mudança de faixa de tributação do proprietário, chegando a 27,5%, enquanto a poupança não é taxada. Sobre a venda de imóveis também incide IR, desde que não seja o único imóvel do contribuinte.

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