Tamanho do texto

O fluxo de veículos pelas estradas com pedágio do País caiu 1,10% em abril em comparação a março, informou hoje a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), que calcula o índice em parceria com a Tendências Consultoria Integrada. Esta leitura já leva em conta os ajustes sazonais.

O fluxo de veículos pelas estradas com pedágio do País caiu 1,10% em abril em comparação a março, informou hoje a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), que calcula o índice em parceria com a Tendências Consultoria Integrada. Esta leitura já leva em conta os ajustes sazonais. Em março, o ¿?ndice ABCR havia registrado uma expansão de 1% em relação a fevereiro. "Viemos de altas muito fortes e um reajuste era esperado, principalmente depois da retirada do IPI dos automóveis, que representou um impacto relevante na produção industrial", afirma Bernardo Wjuniski, economista da Tendências. Ele lembra que outros indicadores antecedentes, como produção de automóveis e consumo de energia, apontaram a mesma orientação de queda.

O fluxo de veículos leves caiu 0,90% em abril na comparação com março. "A renda está diretamente associada ao fluxo dos leves e, apesar de permanecer em patamar elevado, já mostrava tendência de desaceleração das taxas de crescimento de janeiro até março, segundo os últimos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE", diz. De acordo com o economista, pode-se dizer também que esse já é um reflexo das incertezas no cenário econômico internacional, pois deixa o consumidor mais cauteloso em ampliar seus gastos.

O fluxos dos veículos pesados mostrou queda de 1,9% na mesma base de comparação. "Há muita inércia dos meses anteriores, em que a indústria produziu em sua capacidade máxima e, agora, começa a desacelerar o ritmo", comenta Wjuniski.

Na comparação com abril do ano passado, o fluxo de veículos nas estradas com pedágio cresceu 4,9% no mês passado. A circulação dos pesados cresceu 8,6% e a dos leves, 3,8%. Nos últimos 12 meses, o fluxo acumula expansão de 4,10%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 4,8% e o de pesados avançou 1,9%.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.