Bolsa Família é antecipado e oito finais de NIS recebem hoje (21)

Além do aumento no valor mínimo, a alteração no calendário prevê nova data de depósito para milhões de famílias em todo o país

Bolsa Família prevê exigência de frequência escolar, vacinação e acompanhamento nutricional
Foto: Roberta Aline/ MDS
Bolsa Família prevê exigência de frequência escolar, vacinação e acompanhamento nutricional

Beneficiários do Bolsa Família  receberão as parcelas de outubro com valor reajustado e calendário antecipado. Com a nova organização definida pelo Governo Federal, a maior parte das famílias terá o benefício liberado ainda nesta quarta-feira (21), antecipando os pagamentos em nove dias, em comparação ao prazo final anterior.

O reajuste de 15%, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 17 de setembro , elevou o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691.

No  calendário original, os depósitos seriam distribuídos entre os dias 19 e 30 de outubro, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). 

E como ficou o calendário de pagamentos agora?

Com a antecipação, os pagamentos foram reorganizados para que os valores cheguem mais cedo às famílias atendidas pelo programa. Confira as datas:

  • NIS final 1: segunda-feira (19);
  • NIS final 2: terça-feira (20);
  • NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0: quarta-feira (21).
Governo antecipa pagamento do Bolsa Família, e famílias recebem reajuste antes do segundo turno
Foto: Conteúdo gerado por IA
Governo antecipa pagamento do Bolsa Família, e famílias recebem reajuste antes do segundo turno


Para consultar o final do NIS e saber a data de pagamento, o beneficiário pode verificar o cartão do Bolsa Família, o Cartão Cidadão ou os aplicativos do CadÚnico e Caixa Tem . Se precisar de ajuda, também é possível procurar um CRAS ou entrar em contato pelos telefones 111, da Caixa, e 121, do Disque Social.

Essa medida deverá também valer para os os próximos pagamentos em novembro e dezembro, conforme as informações divulgadas sobre a mudança no calendário.

A antecipação ocorre antes do segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 25 de outubro.  Assim, os beneficiários terão acesso ao dinheiro já com o reajuste antes da votação .

Por que os pagamentos foram antecipados?

A antecipação dos pagamentos foi motivada pela previsão de possíveis impactos do super El Niño , fenômeno climático que pode alterar o regime de chuvas no Brasil.

A expectativa é de estiagem (é um fenômeno climático temporário caracterizado pela diminuição acentuada ou pela ausência total de chuvas em uma determinada região por um período determinado) nas áreas como Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto partes do Sul e do Sudeste podem ter chuvas intensas, aumentando o risco de enchentes e alagamentos.

De acordo com o Governo Federal, a medida busca garantir que famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso aos recursos com antecedência, diante dos possíveis efeitos desses eventos climáticos.

Entenda mais aqui:  Bolsa Família: Pagamento será antecipado em semana de votação

Reajuste aumenta o valor recebido pelas famílias

O reajuste de 15% elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O valor médio também aumentou. Em setembro, as famílias recebiam, em média, R$ 678,18. Para outubro, a previsão divulgada pelo governo é de R$ 782,92 por família.

A expectativa é que o programa atenda em torno de 19,3 milhões de famílias  este mês. Com o reajuste, os gastos mensais passaram de cerca de R$ 13 bilhões para R$ 15 bilhões.

Segundo o Governo, o aumento tem como objetivo recuperar parte do poder de compra perdido pelas famílias desde junho de 2023, quando o programa voltou a utilizar oficialmente o nome Bolsa Família.

Entenda como funciona o novo valor

O valor recebido não é igual para todas as famílias. Isso acontece porque o Bolsa Família reúne diferentes benefícios, calculados conforme a composição familiar e a presença de crianças, adolescentes e gestantes.

Os valores passaram a ser os seguintes:

  • Benefício de Renda da Cidadania : de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
  • Benefício Primeira Infância: de R$ 150 para R$ 173 por criança de até seis anos.
  • Benefício Variável Familiar: de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras, incluindo gestantes, lactantes, crianças e adolescentes de 7 a 17 anos.
  • Benefício Complementar: garante que a família receba, no mínimo, R$ 691. Quando a soma dos demais benefícios fica abaixo desse valor, o governo paga a diferença.

Por isso, o total depositado pode variar de acordo com as características de cada família. O valor mínimo funciona como uma garantia, enquanto os benefícios adicionais podem aumentar a quantia recebida.

Quem pode receber o beneficio?

Para ter direito ao programa, a família precisa atender aos critérios de renda estabelecidos pelo Governo Federal. Atualmente, podem ser consideradas elegíveis aquelas com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.

O cálculo é apenas somar a renda de todos os moradores da casa e dividir o resultado pelo número de pessoas que vivem no local. Se a média ficar dentro do limite estabelecido, a família poderá atender ao critério de renda do programa.

Porém, é importante lembrar que estar dentro desse limite e ter inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) não garantem a entrada automática no programa. A inclusão depende de uma análise e da seleção realizadas pelo Governo Federal, conforme as regras.

Quais são as regras para continuar recebendo o benefício?

Além dos critérios de renda, as famílias precisam cumprir compromissos relacionados à saúde e à educação.

Entre as principais regras estão:

  • Realizar o acompanhamento pré-natal durante a gestação;
  • Manter a vacinação em dia, conforme o calendário nacional;
  • Acompanhar o estado nutricional das crianças menores de sete anos;
  • Garantir frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro a seis anos incompletos;
  • Garantir frequência escolar mínima de 75% para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica.

Dessa forma, o recebimento do Bolsa Família não depende apenas da renda. As famílias também precisam manter os compromissos previstos pelo programa para evitar problemas na continuidade do benefício.

Atenção aos golpes

Com a chegada dos pagamentos, também aumenta a importância de proteger os dados pessoais. Golpistas podem enviar mensagens por SMS, WhatsApp ou redes sociais prometendo valores extras ou solicitando a atualização do cadastro por meio de links suspeitos.

Para evitar prejuízos, a orientação é não clicar em links desconhecidos, não compartilhar senhas ou códigos de confirmação e desconfiar de pessoas que cobram taxas para liberar o benefício.

As consultas devem ser feitas pelos canais oficiais, sem fornecer informações pessoais a terceiros. Em caso de suspeita de fraude digital, também é possível buscar os canais oficiais do Governo destinados ao recebimento de denúncias, incluindo o  serviço Sem Fraude.