Bets deixam de operar e R$ 1,3 bilhão espera apostadores

Governo retirou milhares de endereços irregulares da internet; instituições financeiras começam a devolver saldos a partir de sexta-feira (9)

Governo Federal deve anunciar medidas que restringem as apostas online
Foto: Gerado por IA
Governo Federal deve anunciar medidas que restringem as apostas online

O Governo Federal já tirou do ar mais de 11 mil sites de apostas ilegais desde o início da proibição das bets no  Brasil e foi finalizado o prazo para que as casas de apostas autorizadas deixassem seus respectivos sites fora do ar.  Segundo o Ministério da Fazenda, 188 plataformas regularizadas já encerraram suas atividades.

Mesmo depois da proibição de apostas, essas empresas ainda estavam funcionando temporariamente para permitir que os usuários retirassem o dinheiro que ainda estava nas contas.

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R$ 1,3 bilhão ainda está nas contas dos apostadores

De acordo com Durigan, cerca de R$ 1,3 bilhão ainda está nas contas de 26,5 milhões de apostadores que não fizeram o saque dos valores disponíveis.

Com o encerramento das plataformas, as empresas devem informarn aos bancos as informações sobre os saldos que cada cliente ainda possui. Os dados serão relacionados ao CPF dos usuários e à conta bancária utilizada para realizar os depósitos.

A partir de sexta-feira (09), os bancos começarão os processos para a devolução desses valores aos apostadores.

O ministro afirma ainda que em torno de R$ 650 milhões movimentados diariamente pelas bets deixarão de sair da renda das famílias.

Um volume diário de R$ 650 milhões saía da poupança popular para as bets. Esse valor passa a ficar com as famílias.
Dario Durigan, Ministro da Fazenda.


Poucos apostadores concentram a maior parte do dinheiro

O dinheiro que ainda está nas plataformas não está distribuído de maneira uniforme entre usuários.

De acordo com o ministro, cerca de 1% dos apostadores concentra 80% do saldo. Já aproximadamente 3,4% dos usuários concentram 90% dos valores que permanecem nas contas.

Também tem contas com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão . De acordo com Durigan, 40 contas nessa faixa estão sendo investigadas por suspeita de lavagem de dinheiro .

Sites bloqueados agora levam para página do Governo

Quem tentar acessar algumas das plataformas proibidas encontrará uma página do governo federal com a mensagem de acesso bloqueado.

Os endereços passaram a redirecionar os usuários para o site “Brasil sem Bets”, que informa que as plataformas estão fora do ar por determinação da  Medida Provisória nº 1.394/26.

A medida, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva  no mês passado em 25 de setembro, proibiu no país a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line.

Mais de 13 mil sites foram encaminhados para bloqueio

O número de páginas atingidas pela operação é ainda maior do que as plataformas que já foram efetivamente retiradas do ar.

Segundo o balanço mais recente do Governo, 13.241 sites ilegai s foram encaminhados para bloqueio entre 25 de setembro e esta terça-feira (6). Isso representa uma média de aproximadamente 1.103 endereços por dia.

Além dos sites, a fiscalização também atingiu as redes sociais utilizadas para divulgar as apostas.

O Governo informou que 3.489 páginas, perfis e grupos já foram removidos. Em um levantamento mais amplo, foram feitos pedidos para retirar do ar 3.552 páginas, canais, perfis, grupos e servidores em plataformas como Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, WhatsApp e Discord .

O que acontece com o dinheiro que ainda não foi devolvido?

A devolução dos valores seguirá um cronograma . Primeiro, as empresas de apostas deverão informar aos bancos quanto cada usuário ainda possui e os dados necessários para realizar o pagamento.

A partir de sexta-feira (09) às instituições financeiras começam a devolver os valores aos titulares.

Caso algum dinheiro não possa ser devolvido pelos bancos dentro do prazo previsto, os valores serão transferidos para a Caixa Econômica Federal a partir do dia 14 de outubro.

Depois disso, a Caixa ficará responsável pelo processo de devolução aos donos dos recursos.