Supermercados BH compra 114 unidades do Epa

Decisão foi tomada depois que as empresas reduziram o pacote de lojas negociado e não impôs nenhuma condição às empresas

Unidade do Supermercados BH
Foto: Divulgação
Unidade do Supermercados BH

A rede Supermercados BH recebeu autorização do  Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para concluir a compra de 114 estabelecimentos pertencentes à DMA Distribuidora, empresa por trás das bandeiras Epa e Mineirão . A aprovação veio sem qualquer tipo de restrição, liberando a rede compradora para dar sequência à integração das lojas.

Quando o negócio foi anunciado, em abril deste ano, o plano previa a transferência de 120 supermercados para o controle da Supermercados BH, com unidades espalhadas por 23 cidades mineiras, entre elas: Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Sete Lagoas, Juiz de Fora, Varginha, Ipatinga e Conselheiro Lafaiete. Das unidades, 75 ficam na capital mineira.

A avaliação técnica do órgão governamental, no entanto, travou o avanço do processo em agosto. Ao analisar a operação, a Superintendência-Geral do Cade constatou que os negócios de 113 dos 120 mercados envolvidos, concorriam diretamente com os pontos de venda das duas companhias, sugerindo que não houvesse concorrência suficiente nas regiões em torno de algumas unidades, gerando uma concentração de mercado nessas áreas.


Corte nas unidades

Diante do impasse, as duas empresas negociaram uma saída em 14 de setembro, formalizando um aditivo ao contrato original e excluindo seis lojas da operação, justamente para neutralizar os pontos de sobreposição identificados pelo Cade.

O ajuste destravou o negócio e, das 120 lojas inicialmente previstas, 114 seguiram no pacote aprovado pelo conselho. As seis unidades deixadas de fora seguem no comando da própria DMA Distribuidora, fora do escopo da transação com a Supermercados BH.

As unidades transferidas pertencem às bandeiras Epa Plus, Epa Premium e Mineirão. No total, são 103 supermercados e 11 atacarejos.

As lojas retiradas do acordo estão nos municípios de Ribeirão das Neves, Lagoa Santa, Belo Horizonte, Ouro Branco, Sarzedo e Itajubá.

Por mais que o projeto tenha sido aprovado e a decisão tenha sido publicada no Diário Oficial, a medida ainda não está valendo. A decisão conta com um prazo de 15 dias para ser possivelmente contestada; caso aconteça uma contestação, a compra fica estagnada até um novo julgamento do Tribunal do Cade. Se não houver contestação, as empresas podem concluir a operação após o fim do prazo.