
Quantas vezes você pesquisa um produto antes de decidir pela compra? Se a resposta for mais de uma, o comportamento está longe de ser uma exceção. Na Black Friday, o consumidor pesquisa, compara preços, olha avaliações e pode passar semanas antes de finalmente clicar no botão de compra.
Conforme levantamento da Microsoft, os consumidores levam, em média, 35 dias para concluir a jornada de compra e fazem em torno de 49 pesquisas antes da conversão. Além disso, 55% das conversões online registradas em novembro têm origem em pesquisas iniciadas no mês de outubro.
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Isso significa que a Black Friday começa bem antes da última sexta-feira de novembro. E, para os sellers, a preparação também precisa ser antecipada.
Antes do desconto, vem a pesquisa
Se você está de olho nos preços semanas antes da Black Friday, depois fica mais difícil para o varejista deixar para pensar nas ofertas apenas em novembro.
Em pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Opinion Box em 2025, seis em cada dez consumidores afirmaram pesquisar e comparar preços antes de aproveitar as ofertas da Black Friday . O levantamento ouviu 1.200 pessoas no país.
E é justamente aí que agosto e setembro ganham importância. Para os sellers, os meses podem ser usados para definir valores, selecionar produtos e estruturar campanhas, mas também para testar a operação e corrigir problemas antes que eles ganhem escala.
O desafio não termina no clique
A estimativa é que este ano a Black Friday movimente em torno de R$ 14,4 bilhões no comércio eletrônico brasileiro . Mas, para aproveitar esse movimento, não basta colocar produtos em promoção.
Estoque, faturamento, expedição e integração entre os canais de venda também precisam estar preparados para acompanhar o aumento dos pedidos.
O que acontece depois que o consumidor decide comprar?
Se a preparação começa pela estratégia de preços e pela construção de relevância, ela não termina quando o consumidor finaliza a compra. É justamente a partir daí que começa outra parte decisiva, fazer toda a operação acompanhar o aumento das vendas .
Onde podem aparecer os problemas?
Claudio Dias explica que, entre os gargalos mais frequentes nos bastidores de uma das principais datas do e-commerce nacional, estão a falta de sincronização do estoque entre diferentes canais de venda, a lentidão na emissão de notas fiscais e etiquetas de transporte e as falhas na expedição.
Um produto vendido ao mesmo tempo em dois marketplaces sem atualização imediata de estoque, pode gerar uma venda sem mercadoria. Na outra ponta, um faturamento lento ou erros na separação dos pedidos podem provocar atrasos, cancelamentos e até o envio de produtos incorretos.
Então, o que parece um pequeno problema em um dia comum pode se transformar em uma dor de cabeça maior quando milhares de pedidos chegam ao mesmo tempo.
O que os sellers podem antecipar?
Nesse cenário, três pontos ganham atenção na preparação para a Black Friday:
- Integração: conectar os diferentes canais de venda para centralizar as informações;
- Automação: agilizar o faturamento e a emissão fiscal para acompanhar o aumento dos pedidos;
- Estoque: manter os produtos sincronizados para reduzir o risco de vendas sem disponibilidade.
A antecipação, passa a ser também uma questão de capacidade operacional. Quanto mais cedo os sellers identificarem gargalos e testarem seus processos, maior a possibilidade de corrigir falhas antes que elas afetem a experiência do consumidor durante o período de maior demanda do ano.
No fim, a preparação não envolve apenas vender mais. É preciso conseguir acompanhar o ritmo das vendas depois que elas começam.
Se a disputa pela atenção começa semanas antes, o resultado aparece mesmo quando os pedidos começam a chegar. É ai que operação estruturada pode fazer a diferença entre aproveitar o movimento e enfrentar problemas justamente no período mais esperado do ano pelo comércio.