Bolsa Família: benefício pode passar dos R$ 600; veja como

Adicionais do programa podem elevar o valor mínimo de R$ 600 conforme a composição familiar, com pagamentos extras para gestantes entre outros

O cronograma de pagamentos leva em conta o fim do NIS e segue até o dia 30: 207 municípios recebem o pagamento de maneira unificada hoje
Foto: Lyon Santos / MDS
O cronograma de pagamentos leva em conta o fim do NIS e segue até o dia 30: 207 municípios recebem o pagamento de maneira unificada hoje

Atualmente, o Bolsa Família  atende milhões de famílias em todo o Brasil. O programa foi criado para ajudar pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza, garantindo uma renda mínima para famílias que muitas vezes dependem do benefício para manter as necessidades básicas.

O pagamento mínimo de R$ 600 pode aumentar de acordo com a composição da família. Por conta dos adicionais previstos pelo programa federal, é possível receber R$ 250 ou mais acima do valor inicial. Para isso, é importante manter os dados da família atualizados no Cadastro Único (CadÚnico).

A quantia liberada todos os meses muda de acordo com o perfil de quem mora na mesma casa. Os benefícios podem ser acumulados quando os integrantes se enquadram nas regras, fazendo com que o valor final seja maior.

Como faço para receber R$ 250 a mais?

O programa garante R$ 150 por cada criança de até 6 anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar paga R$ 50 para cada gestante, criança ou adolescente de 7 a 18 anos incompletos. O mesmo valor também é destinado às nutrizes, que são mães de bebês de até 6 meses.

Assim, a mesma família pode receber mais de um adicional, desde que os integrantes atendam aos critérios.

Exemplos de quem pode chegar aos R$ 850:

Para entender melhor como os valores podem ser somados, imagine uma família formada por uma mãe, um filho de 4 anos e dois adolescentes, de 12 e 15 anos:

  • Valor mínimo: R$ 600
  • Criança de 4 anos: + R$ 150
  • Adolescente de 12 anos: + R$ 50
  • Adolescente de 15 anos: + R$ 50
  • Total recebido no mês: R$ 850

Nesse caso, os adicionais somam R$ 250 ao valor mínimo do programa.

O valor recebido não é igual para todos. Isso porque depende dos benefícios aos quais cada integrante tem direito.

Quais são as exigências para continuar recebendo?

Grávida
Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO
Grávida

Além de estar dentro dos critérios de renda e manter o CadÚnico atualizado, as famílias precisam cumprir algumas condições nas áreas de saúde e educação .

Na saúde, é necessário manter a vacinação das crianças em dia e fazer o acompanhamento nutricional dos menores de 7 anos. No caso das gestantes, também é necessário realizar o pré-natal.

Para a educação, crianças de 4 e 5 anos precisam ter pelo menos 60% de frequência escola r. Para estudantes de 6 a 17 anos, a exigência é de 75% de presença nas aulas.

O cumprimento dessas regras é importante para evitar o bloqueio do benefício.

Emprego com carteira assinada corta o Bolsa Família?

Não, o programa tem uma Regra de Proteção que permite que algumas famílias continuem recebendo 50% do valor do Bolsa Família mesmo depois de um aumento na renda. Para novas entradas nessa regra, a renda por pessoa deve ficar dentro do limite estabelecido pelo programa.

Como consultar o pagamento e manter os dados atualizados?

O beneficiário pode consultar informações sobre o Bolsa Família pelos canais oficiais do programa e pelo aplicativo Caixa Tem . A consulta ajuda a verificar o valor que será recebido e a situação do benefício.

Para evitar problemas no pagamento, o responsável pela família deve manter os dados do CadÚnico atualizados. Mudanças na renda, endereço, telefone ou na composição familiar, como nascimento, casamento ou falecimento, precisam ser informadas.

A atualização também deve ser feita quando houver convocação para revisão cadastral. Dessa forma, o Governo consegue verificar se a família continua dentro dos critérios do programa.

*Estagiária sob supervisão