
O jogo entre Brasil e Escócia pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, marcado para às 19h desta terça-feira (24) , chama atenção por coincidir com o expediente de grande parte dos trabalhadores brasileiros .
Pela legislação brasileira, os trabalhadores não têm direito à folga, ponto facultativo ou dispensa do trabalho durante os jogos da Copa do Mundo . A decisão fica a critério de cada empregador, que pode permitir home office, antecipar o encerramento do expediente ou conceder folga aos funcionários.
Mesmo sem ser considerado feriado, estados e municípios podem realizar alterações de expediente ou decretar ponto facultativo. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Prefeitura decretou ponto facultativo para os servidores municipais, com encerramento do expediente às 15h.
A medida está prevista no Decreto 58.121, publicado no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (22).
Os decretos, no entanto, não alteram o funcionamento dos serviços considerados essenciais. Hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs), forças de segurança, Corpo de Bombeiros e demais atividades seguem operando normalmente.
Faltar ao trabalho para assistir ao jogo pode dar justa causa?
Quem pretende faltar ao trabalho ou deixar o expediente mais cedo para acompanhar a partida da seleção brasileira deve ficar atento. A ausência sem justificativa ou a saída sem autorização da empresa pode gerar demissões.
A advogada Amanda Vilas Bôas explicou ao iG que a justa causa não é de forma automática . Em geral, as empresas adotam punições, começando por advertências ou suspensões. No entanto, situações mais graves, como sair do posto de trabalho sem autorização ou faltas recorrentes para assistir à partida, podem resultar em medidas graves.
Além disso, trabalhadores em home office também devem cumprir normalmente a jornada de trabalho durante o expediente.
Conferir rapidamente o placar de uma partida pelo celular, desde que isso não prejudique o desempenho profissional, dificilmente resultaria em uma punição mais grave, já que se trata de uma distração pontual.
Para evitar problemas desse tipo, a advogada aconselha as empresas a elaborarem um comunicado interno antes dos jogos, definindo o que pode e o que não.
*Estagiária sob supervisão