Novos juros do consignado do INSS não suprem custos, diz Febraban

Nesta terça (28), o CNPS elevou o teto dos juros de 1,70% para 1,97%

Crédito consignado prevê desconto em folha
Foto: Bruno Ignacio
Crédito consignado prevê desconto em folha

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) disse nesta terça-feira (28) que a nova alíquota limite para o teto dos juros no  crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ainda não supre os custos da modalidade. 

Nesta terça (28), o CNPS (Conselho Nacional da Previdência Social) elevou o teto dos juros de 1,70% para 1,97%, segundo a entidade, "um patamar ainda abaixo dos custos vigentes para parte dos bancos que operam essa linha de crédito".

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

Já os juros do cartão consignado subiram para 2,89%. 

O empréstimo consignado do INSS estava suspenso em diversos bancos há quase duas semanas, desde que a taxa máxima de juros caiu de 2,14% ao mês para 1,70% ao mês, também por decisão do CNPS.

A Febraban diz ainda que a proposta representa um "importante avanço" em relação ao teto anterior.

"Os bancos, contribuindo para encerrar o impasse e diante de impactos na concessão dessa linha de financiamento que ainda serão avaliados, decidiram se abster na votação", diz a nota da entidade.

A federação ressalta ainda que caberá a cada instituição financeira, diante de sua estratégia de negócio, avaliar a conveniência de concessão do consignado para os beneficiários do INSS no novo teto de juros fixado pelo Conselho de Previdência.

Desde que a nova alíquota foi anunciada,  cinco bancos já anunciaram que vão retomar a oferta do crédito.