Rússia x Ucrânia: Tereza Cristina descarta pânico sobre fertilizantes

Ministra da Agricultura monitora os desdobramentos do conflito

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina
Foto: Guilherme Martimon_MAPA
Ministra da Agricultura, Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse acompanhar com cautela os desdobramentos da invasão russa à Ucrânia e que “ainda é muito cedo” para definir os impactos da crise na importação de fertilizantes pelo Brasil. “Precisamos aguardar, é muito cedo ainda: precisamos ver como será essa sanção do Ocidente para a Rússia”, afirmou em entrevista ao blog da jornalista Andréia Sadi, do g1.

Embora o presidente  Jair Bolsonaro (PL) tenha afirmado na manhã desta quarta-feira (2) que a guerra poderia levar à falta de potássio no nosso país, a ministra acredita que não há motivo para pânico: “Não temos certeza do impacto ainda, tudo vai depender da evolução do conflito: mas não há motivo para pânico. Temos buscado alternativas se isso ocorrer e debatemos saídas, além do plano nacional de fertilizantes que discutimos desde 2020”. 

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O governo federal em breve deve lançar o Plano Nacional dos Fertilizantes, que tem por objetivo reduzir a dependência externa do produto, muito sensível a crises internacionais, como a de agora. Apesar de ser um grande produtor agrícola, o Brasil ainda importa cerca de 70% do insumo usado na agricultura, e a Rússia é a principal fornecedora.

Segundo Sadi, nesta quarta, Tereza Cristina deverá reunir sua equipe para apresentar uma defesa do plano à imprensa.

Na semana passada, a ministra da Agricultura já havia pedido “tranquilidade e cautela” diante da situação. “Temos muitas alternativas, e já estamos estudando todas elas. Temos plano A e plano B", declarou à colunista Mônica Bérgamo, do jornal Folha de S. Paulo.

O conflito também deve ter repercussões imediatas nos preços internacionais de trigo e milho, uma vez que ambos os países, Rússia e Ucrânia, são grandes produtores das duas commodities. Além disso, os efeitos das sanções ao país invasor já têm sido sentidos na cotação do barril de petróleo,  que ultrapassou a marca de US$ 110 nesta quarta. Os russos são o terceiro maior produtor de petróleo do mundo.