Preço dos combustíveis: Bolsonaro diz que não tem influência sobre a Petrobras

Presidente afirma não ter poder de interferir na definição de preços da Petrobras

Bolsonaro se manifestou sobre o aumento dos combustíveis
Foto: Reprodução: ACidade ON
Bolsonaro se manifestou sobre o aumento dos combustíveis


Nesta segunda-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada que pretende reduzir o valor do imposto nos combustíveis . Para ele, além de afetar toda a economia, o aumento é mais sentido pelo o consumidor final. 

O presidente já havia discursado na  quinta-feia (4) sobre uma possível redução nos preços, porém o mercado não reagiu bem a possibilidade de interferência do Executivo na estatal . Preocupado com a imagem de que poderia influenciar nos preços, Bolsonaro voltou a dizer que a Petrobras mantém política comercial autônoma, atrelada aos valores internacionais.

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"Não é novidade para ninguém, está previsto outro reajuste de combustíveis para os próximos dias. Vai ser uma chiadeira, com razão? Vai. Eu tenho influência sobre a Petrobras? Não", afirmou. "Aí o cara fala, você é presidente do quê? Olha, votaram em mim, atrás de mim tem um montão de lei aí. Ou eu cumpro a lei ou vou ser ditador. E para ser ditador vira uma bagunça o negócio. Ninguém quer ser ditador, não passa pela cabeça da gente", completou o presidente.

O reajuste foi  anunciado pela Petrobras na manhã de hoje (8), e os combustíveis passarão a ser vendidos já na terça-feira (9) pelas refinarias pelos seguintes preços:

  • Gasolina: aumento de R$ 0.17, passando para R$ 2.25 o litro;
  • Diesel: aumento de R$ 0.13, passando para R$ 2.24 o litro;
  • GLP: aumento de R$ 0.14, passando para R$ 2.91 o kg. 

Proposta do Executivo

Desde a ameaça de greve por parte dos caminhoneiros, Bolsonaro tem tratado com a aquipe econômica e com os estados a possibilidade de mais previsibilidade do ICMS incidente sobre os combustíveis. Dessa forma, com menor volatilidade, a cobrança seria diretamente atrelada à saída das refinarias, e não nos postos. 

Hoje o presidente voltou a afirmar estar em tratativas com o ministério da economia para solucionar a tributação sobre os combustíveis, de maneira pacífica e sem afetar a arrecadação do estados. "O imposto federal é alto, o estadual é alto, a margem de lucro das distribuidoras é grande e dos postos também é grande. Então está todo mundo errado no meu entendimento. Pode ser que eu esteja errado", disse o presidente. "Como diminuir isso? Hoje tenho uma reunião com a equipe econômica para ver, mais uma vez, para ver se bate o martelo. Queremos diminuir os impostos federais."