Presidente do Santander sugere 'abdicar de parte do salário' no home office

Sergio Rial disse que a 'vida fica mais fácil do ponto de vista econômico' em home office; Santander esclareceu que não diminuirá salários

Presidente do Santander disse que a 'vida fica mais fácil do ponto de vista econômico' em home office
Foto: Reprodução Live Santander/Empiricus
Presidente do Santander disse que a 'vida fica mais fácil do ponto de vista econômico' em home office

Durante live do Banco Santander e Empircus, o presidente do Santander, Sergio Rial, afirmou que o home office pode levar os empregados a voluntariamente abrir mão de parte do salário e de benefícios. Segundo ele, isso pode acontecer porque o trabalhador teria um corte de gastos, já que economizaria em transporte.


“Se tudo isso te poupa tempo, você deixa de gastar com combustível, tua vida fica mais fácil até sob o ponto de vista econômico, por que não dividir algumas coisas dessas com a empresa? Por que não pode ser um voluntário com a abdicação de algum benefício, de algum salário? Desde que seja voluntário”, disse Rial.


Antes, o presidente elencou uma série de fatores para que o home office seja bem implementado, na sua visão. Por outro lado, disse que é importante que haja a ida dos funcionários à empresa ao menos uma vez por semana.

Em nota, o Santander esclareceu que "Embora o sistema de home office a ser adotado pela organização esteja em definição, a hipótese de reduções na remuneração dos funcionários está absolutamente fora de questão neste contexto".

Segundo dados do IBGE,  1 milhão de brasileiros que estavam afastados do trabalho devido à pandemia de Covid-19 retornaram as atividades, seja presencialmente ou à distância, em home office. Em maio, também segundo o IBGE, quase  10 milhões de brasileiros perderam suas rendas.