Novo "flash crash"? Wall Street afunda e 'contamina' bolsas da Europa e Ásia

Mercado acionário dos Estados Unidos tem vivido um período de incertezas por causa do temor de uma alta da inflação; desempenho do emprego e dos salários superaram todas as expectativas do setor financeiro; confira

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Embora a segunda-feira tenha sido problemática, a manhã desta terça-feira já aponta para certa recuperação de Wall Street

Wall Street viveu seu pior dia em sete anos na última segunda-feira (5). Quedas acentuadas, como a desvalorização de 4,62% do índice Dow Jones Industrial e de 4,11% e 3,78% dos indicadores S&P 500 e do Nasdaq, respectivamente, fizeram com que o desempenho do mercado financeiro dos Estados Unidos tivesse um cenário semelhante ao da queda relâmpago de 2010, mais conhecida como “flash crash”.

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A explicação para a queda brusca da bolsa de valores de Nova York  , mais precisamente de Wall Street , é o momento do mercado acionário dos EUA, que tem vivido incertezas por causa do temor de uma alta na inflação. Como o desempenho do emprego e dos salários superaram todas as expectativas do mercado, o Federal Reserve (FED) – sistema de bancos centrais dos Estados Unidos – pode acelerar sua política de aumento de juros, o que, consequentemente, faria com que os investidores migrassem para a renda fixa.

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Bolsas europeias e asiáticas

Diante do pico em Wall Street, as bolsas asiáticas fecharam a terça-feira (6) com porcentagens negativas tão problemáticas quanto às dos EUA. O Índice Nikkei de Tóquio, no Japão, encerrou o dia com retração de 4,73%, a maior baixa registrada desde novembro de 2016. Enquanto que o segundo maior indicador do país asiático, o Topix, caiu 4,4%.

Em Xangai, na China, o dia também foi de queda, porém, menos intensa, já que o índice CS1300 obteve retração de 2,94% e o índice Xangai, de 3,38%, a pior retração desde fevereiro de 2016 – há quase dois anos.

A Bolsa de Valores de Londres também começou o dia de hoje com queda de 3,44%. Entre os índices que mais se destacam negativamente está o Stoxx 600 – representante de ações de empresas de 17 países do bloco - e o Dax, que concentra ações alemãs, com as baixas respectivas de 2,8% e 3,6%, sendo esta a maior queda desde junho de 2016 registrada pelo Dax.

Embora a segunda-feira tenha sido problemática, esta terça já aponta para certa recuperação de Wall Street, uma vez que durante o apagão europeu os índices Dow Jones e S&P 500 subiram, respectivamente, 0,6% e 1,3%.

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*Com informações da Agência Ansa e portais internacionais