Com alta de tributos sobre combustíveis, estimativa para inflação sobe para 3,4%

A projeção é do Boletim Focus, do Banco Central, e sinaliza ainda que a inflação está abaixo do centro da meta do governo, que é de 4,5% ao ano

O Boletim Focus, análise feita pelo Banco Central e divulgada as segundas-feiras, apontou a segunda revisão para cima da perspectiva da inflação para este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,33% para 3,40%.

Leia também: Após alta do imposto no combustível, Banco Central revê projeção da inflação

Banco Central: Boletim Focus fez nova revisão, para cima, da inflação. A alta do PIS/Cofins nos combustíveis ajudou no aumento do índice para este ano.
Foto: shutterstock
Banco Central: Boletim Focus fez nova revisão, para cima, da inflação. A alta do PIS/Cofins nos combustíveis ajudou no aumento do índice para este ano.


A alta da inflação, segundo explicação do Banco Central , foi impactada pelo anúncio do aumento de tributação do combustível, que gerou embates na última semana. No dia 20 de julho, o governo informou o aumento das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol. Uma liminar chegou a suspender o repasse, mas o governo reverteu a situação de forma rápida.
O aumento dos tributos fez com que as instituições financeiras parassem de reduzir a estimativa para a inflação no próximo ano. Há duas semanas, a projeção para o IPCA é mantida de 4,20%. No boletim Focus, divulgado no dia 17, a estimativa estava na sexta queda seguida.

Juros

Os economistas ouvidos pelo BC estimam que a taxa básica de juros, Selic, feche 2017 em 9% ao ano. Atualmente a Selic é de 9,25% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 1 ponto percentual na semana passada. Para o fim de 2018, a expectativa caiu de 8% para 7,75% ao ano.

Você viu?

Leia também: Inflação negativa: entenda o que é deflação e quais são seus efeitos na economia

Vale ressaltar que a taxa básica de juros ( Selic ) é usado pelo governo para conter a inflação e movimentar a economia do País. Quando o Copom aumenta a Selic, a intenção é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A estimativa dos economistas participantes do Boletim Focus para o Produto Interno Bruto ( PIB ) foi mantida em 0,34% para este ano. Para 20128, a projeção segue em 2%, informou nesta segunda-feira (31) o Banco Central.

*Com informações da Agência Brasil

Leia também: Saques do FGTS inativo terminam hoje; veja quem tem direito ao benefício