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CUT classificou as mudanças como inapropriadas e autoritárias. Já Firjan e Fiesp falam em retomada da economia e manutenção de postos de trabalho

Entidades setoriais e sindicatos têm divergido sobre a reforma trabalhista anunciada pelo presidente da República, Michel Temer, e sua equipe econômica. Enquanto entidades ligadas ao setor patronal afirmam que a modernização da CLT trará desenvolvimento ao País, sindicatos que representam os trabalhadores falam em retrocesso.

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O presidente da república Michel Temer falou que reforma trabalhista é
Reprodução/NBR
O presidente da república Michel Temer falou que reforma trabalhista é "belíssimo presente de Natal"


A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou em seu site que as 12 mudanças propostas pelo Governo Temer para a reforma trabalhista são: “ineficazes, inoportunas e autoritárias”.  Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, as propostas do governo não serão capazes de melhorar s situação econômica do País e tampouco vai criar novos postos de trabalho. ““ Além de não atacar a estagnação econômica, a crise da indústria e o desemprego que atinge milhões de famílias, não propõe a criação de empregos. “É típico de um governo sem nenhuma credibilidade, que está com popularidade semelhante à de (Fernando) Collor quando assumiu a presidência, confiscando a poupança dos trabalhadores”, criticou ele.

Apoio

Em contrapartida o Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) afirmou, em nota, que as medidas anunciadas estão de acordo com o pleito da Firjan entregue ao governo em maior deste ano. Para a entidade, “o projeto de lei prevê que as negociações entre sindicatos de empregados e de empregadores prevaleçam sobre a legislação, o que abre um novo horizonte para as relações de trabalho no Brasil. O excesso de formalismo atual acentua os conflitos ao não reconhecer novas formas de trabalho do mundo contemporâneo, o que onera trabalhadores e empresários”. 

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Para a Firjan, se implementada, as mudanças vão trazer aumento de competitividade as empresas e vão contribuir para a preservação e o aumento nos postos de trabalho.

Para o Brasil

Durante sua participação no anuncio de pacotes na quinta-feira (22) o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que as mudanças não são para os trabalhadores ou para os empresários, elas  são para o Brasil.

Skaf afirmou que não há perda de direitos e que agora as negociações entre empregados e empregadores vão render bons acordos. “O povo sabe o que é melhor para ele”. “O espírito das mudanças é a valorização das pessoas, delas conseguirem fazer legalmente aquilo que lhes convém, e não o que alguém determinou décadas atrás.”

Menos processos

Na opinião do especialista em recursos humanos e diretor executivo da Bazz Estratégia e Operação de RH, Celso Bazzola, a reforma trabalhista é importante para que, em momentos de instabilidade econômica, acordos positivos entre as partes serão mais fáceis de concretizar. “Uma reforma trabalhista se mostra importante para modernização das empresas e para suportar momentos de instabilidade econômica, possibilitando a realização de acordos que sejam compatíveis com a necessidade de mercado, evitando situações de demissão em massa ou quebra de empresas como ocorridas recentemente”.

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