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Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, muitos domicílios ainda não possuem alternativas de acesso as programações de TV

Brasil Econômico

Segundo pesquisa recente do IBGE, a TV digital aberta está presente em 49,4% dos domicílios urbanos, e recentemente possuiu um acréscimo no percentual de domicílios rurais,  com  17,6%
Thinkstock/Getty Images
Segundo pesquisa recente do IBGE, a TV digital aberta está presente em 49,4% dos domicílios urbanos, e recentemente possuiu um acréscimo no percentual de domicílios rurais, com 17,6%

Dados relativos ao ano de  2015 do Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) desenvolvido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitca (IBGE), relatou  que 13 milhões de domicílios com TV não tem acesso ao sinal digital aberto, sendo o mesmo, obrigatório em diversos lugares.  A pesquisa também evidenciou a falta de alternativas em relação ao sinal, o que pode deixar muitos lares sem programações televisivas devido a atual migração do analógico para o digital.

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De acordo com o TIC, cerca de  45,1% dos domicílios possuem sinal digital de TV aberta e 30% não tem acesso ao mesmo, porém, fazem uso de alternativas como a TV por antena parabólica, com 21,4% ; TV por assinatura, com 6,7% e  parabólica e assinatura simultaneamente,  com 1,9%.  A região Norte do Brasil apresentou o maior percentual, registrando 25,4% de domicílios que não possuem nenhuma das alternativas citadas acima, juntamente do Nordeste, com 22%. O Sudeste registrou o menor percentual, com apenas 17,8%.

TV Digital

A TV digital aberta, que está presente em 49,4% dos domicílios urbanos, possuiu um acréscimo no percentual de domicílios rurais que possuem TV digital aberta, com  17,6%.  A região Sudeste registrou o maior número de lares com sinal digital, alcançando pela primeira vez, mais da metade dos seus domicílios com cerca de 53,1%. O Sul veio em seguida com 47,1% e o Centro-Oeste com 45,0%.

Baseado  no rendimento mensal domiciliar per capita, a presença de TV digital aberta variou de 22,0%, nos domicílios sem rendimento a 1/4 do salário mínimo, e a 75,2% para lares com mais de cinco salários mínimos.

TV por assinatura

No caso dos domicílios com TV por assinatura, houve um crescimento na área rural e uma estabilidade nas áreas urbanas, sendo a região Sudeste a com maior percentual, com 43,4%, registrando  uma diminuição de 0,2%, se comparado com o ano de 2014. O Sul manteve-se com 32,7%, assim como o Centro-Oeste, que registrou 30,7% dos domicílios com aparelho de televisão por assinatura.

Os percentuais mais reduzidos continuaram com as regiões Norte e Nordeste, com 19,9% e 16,3%, respectivamente.  A presença de TV por assinatura possuiu uma variação de 9,0%, nos domicílios sem rendimento a 1/4 do salário mínimo, a 77,3% nos domicílios com mais de cinco salários mínimos, de acordo com o rendimento mensal domiciliar per capita.

Nos domicílios com rendas mais baixas, o uso da parabólica é considerado alto, com um total de 51,3%.  Em comparação ao ano de 2014, notou-se uma queda de 0,5%, já nas áreas rurais, o uso da parabólica foi superior ao de áreas urbanas, com 77,0% e 31,3%, respectivamente.  A menor proporção de domicílios com televisão por antena parabólica foi na região Sudeste, que registrou 26,9%, diferentemente do Nordeste que possuiu o maior percentual, com cerca de 51,3% domicílios adeptos a antena parabólica.

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TV de tela fina

A TV de tela fina atualmente está  presente em 58,1 milhões de domicílios, superando  pela primeira vez a TV de tubo. Segundo a pesquisa do IBGE, estima-se  46,5 milhões televisões de tubo, ou seja, 44,5%, e 58,1 milhões de tela fina, totalizando 55,5%. A região Nordeste foi a única que contabilizou mais da metade dos domicílios adeptos a TV turbo.  

A  região Centro-Oeste se destacou por possuir a maior proporção de domicílios que utilizam somente televisão de tela fina, com 48,5%.  O Sul registrou equilíbrio entre ambos os tipos de televisão, com 26,9%. Estima-se que o rendimento médio mensal per capita dos domicílios somente com televisão de tela fina seja de R$ 1.654, maior do que dos domicílios adeptos a ambas, sendo de R$ 1.485 e R$ 745, no caso da utilização restrita da TV turbo.

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