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Para amenizar prejuízos registrados recentemente, estatal espera que haja a adesão de 6 mil a 8 mil funcionários elegíveis pelas regras do programa

Brasil Econômico

O presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Guilherme Campos, afirmou, nesta sexta-feira (16), que a empresa realizará um plano de demissão voluntária para amenizar os prejuízos registrados recentemente.  Segundo ele, a estatal registrou prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015 e deve apresentar resultados semelhantes em 2016. O objetivo é anunciar o programa na próxima semana.

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O programa de demissão voluntária tem como foco os servidores com idade para se aposentar ou já são aposentados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A expectativa do presidente dos Correios é de que, nos 5 meses de vigência da adesão, haja uma adesão entre 6 mil e 8 mil pessoas. A empresa conta, atualmente, com cerca de 13 mil funcionários elegíveis pelas regras do programa.

Plano de demissão voluntária está na fase final de autorização e foi encaminhado ao Ministério do Planejamento
Kelsen Fernandes/ Fotos Públicas
Plano de demissão voluntária está na fase final de autorização e foi encaminhado ao Ministério do Planejamento

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"O plano está na fase final de autorização, já tendo sido feito todo o trabalho e todas as autorizações necessárias no ministério ao qual somos afetos, que é o das Comunicações", anunciou Campos após participar de uma cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo ele, o Ministério das Comunicações já autorizou o plano, que foi encaminhado ao Ministério do Planejamento, por meio da Cest [Coordenação de Controle de Empresas Estatais].

"Pelo andar da carruagem, até semana que vem estaremos prontos para anunciar", disse. Segundo Campos, as medidas que estão sendo adotadas pela estatal devem ajudar a reverter os prejuízos registrados recentemente. 

Plano de Demissão Voluntária

Também conhecido como Plano de Demissão Incentivada (PDI), Plano de Aposentadoria Voluntária (PAI), os Planos de Demissão Voluntário nada mais são do que acordos mútuos entre empregador e empregado. A empresa garante o pagamento das verbas rescisórias mais o acréscimo de alguns benefícios que variam de acordo com a situação. Além disso, pode haver o pagamento de um salário por ano trabalhado ou assistência médica por um período estendido, por exemplo.

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O plano de demissão voluntária pode ser adotado por qualquer tipo de empresa, mas é mais comum entre multinacionais, como montadoras, grandes companhias, como bancos, ou empresas públicas, como os Correios. O programa pode ser oferecido em diversos contextos. Além do cenário ruim da economia, a empresa pode optar por planos desse tipo por conta de mudanças de estratégia ou reestruturação (quando há a previsão de corte de, pelo menos, 30% do quadro de funcionário).

* Com informações da Agência Brasil.

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