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Pacote de medidas a ser anunciado nesta terça-feira (13) pelo BNDES quer ajudar PMEs no desenvolvimento e crescimento de suas operações

Agência Brasil

Maria Silvia Bastos, presidente do BNDES, afirmou que o incentivo para PMEs também virá dos bancos de fomento
Reprodução/Twitter
Maria Silvia Bastos, presidente do BNDES, afirmou que o incentivo para PMEs também virá dos bancos de fomento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que o pacote de incentivo as pequenas e médias empresas brasileiras, com divulgação prevista para esta terça-feira (13),  não estará restrito a concessão de crédito por meio de instituições financeiras. A intenção do BNDES é aproximar as PMEs dos bancos de fomento e de desenvolvimento econômico.  

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Segundo a presidente do BNDES , Maria Silvia Bastos Marques, plataformas digitais e físicas estão sendo testadas por interlocutores do mercado para serem utilizadas em breve. Ela afirmou ainda que a participação de alguns parceiros do BNDES estão previstas para o primeiro trimestre de 2017.

 “A gente tem um braço importante que são as agências de fomento e os bancos de desenvolvimento. A gente precisa chegar mais na realidade local. Entender melhor que tipos de produto as diversas regiões do país precisam. Estamos fazendo um esforço através dos bancos de desenvolvimento, através da Febraban [Federação Brasileira de Bancos] para melhorar o acesso, mas também estamos buscando novos canais de distribuição”, adiantou Maria Silvia durante o seminário ministrado no Rio de Janeiro e  organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EBAPE) juntamente da universidade norte-americana de Columbia.

Defendendo a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55), a presidente do BNDES acredita que o País vive um momento de crise e necessita fazer escolhas: “A PEC dos Gastos diz para a gente a realidade, temos que fazer escolhas. Se queremos ter mais investimentos em determinados setores e mais despesas correntes em determinados setores, temos que reduzir em outros. Pela primeira vez, vamos discutir um orçamento de verdade.”.

A presidente do BNDES ressaltou a boa desenvoltura do governo, que tem conseguido  alavancar medidas auxiliares para a recuperação da economia, como por exemplo, as  mudanças nas regras para concessões de projetos de infraestrutura à iniciativa privada.

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“Um modelo que a gente está estudando é ter uma grande empresa que tenha franqueados. Pode ela tomar o nosso crédito e ser repassadora para a sua rede de franqueados ou de fornecedores, possivelmente sem spread nenhum, ou seja, vai ter um crédito mais barato ainda na ponta”, concluiu Maria Silvia.

Infraestrutura

Durante o seminário, a presidente do BNDES aproveitou para expor uma das prioridades da instituição que inclui iniciativas em parceria com as prefeituras. Entre as inciativas que devem ser feitas em parceria estão os investimentos em projetos de mobilidade urbana, saneamento ambiental, logística, e energia eólica e solar.

 “O BNDES tem que justificar os seus investimentos porque o retorno social é maior do que o retorno privado. A função do BNDES não é ajudar algum empresário a ganhar dinheiro. É produzir uma coisa que traga para o País um benefício. É por isso que tem que olhar o retorno social.” Frisou o economista e professor da Universidade de Columbia, José Alexandre Scheinkman, acerca do retorno social dos investimentos feitos pelo BNDES. 

Segundo o professor e diretor da Columbia Global Center - Rio de Janeiro, Thomas Trebat, o BNDES tem aplicado os seus recursos de acordo com o momento econômico e se adaptando a realidade atual do País. “O que mais me impressionou, muito embora a mensagem da presidente de que os recursos do BNDES serão menores, é a grande esperança de que o BNDES possa alavancar recursos com o setor privado de modo a diminuir o impacto sobre investimento no Brasil". 

Ao destacar a necessidade de criação de empresas que inovem e que desenvolvam tecnologias avançadas, Álvaro Cyrino, vice-diretor da FGV/EBAPE, apontou a situação atual da economia, que segundo ele, pode ser auxiliada pelo financiamento do BNDES. “Criar estímulos para este tipo de atividade vai ser muito importante, porque hoje nós temos jovens brilhantes saindo de universidades não só no Brasil, mas também no exterior. Se encontrarem este tipo de apoio poderão criar esta nova geração de empresas, que gerará muito mais valor agregado". 

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