Brasil Econômico

undefined
iStock
PIB deve fechar 2016 com queda de 3,5%; em 2017 deve haver aumento de 1%

Mesmo com o anúncio da retração no terceiro trimestre, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério da Fazenda decidiu manter as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e 2017.

+ Com ágio de 28,03%, Celg Distribuição é leiloada por R$ 2,1 bilhões

De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (30), o PIB , soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou o terceiro trimestre do ano com queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior. Com o resultado, o país registrou o sétimo trimestre seguido de retração da economia.

Segundo Fabio Kanczuk, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, não há motivos para alterar as projeções oficiais, de retração de 3,5% em 2016 e crescimento de 1% em 2017, já que o resultado divulgado nesta quarta-feira foi “próximo do esperado”. Ele estima que, na comparação trimestral, já haverá uma sinalização positiva no primeiro trimestre do ano. Isso porque a recessão, na avaliação dele, está “arrefecendo”.

+ Projeto que renegocia dívidas dos Estados neve ser votado na próxima semana

O Ministério da Fazenda diz que a principal razão para esse resultado foi o elevado nível de endividamento das empresas e das famílias, que refletiu na queda do investimento. O quadro decorreu de condições anteriores ao estabelecido na nova agenda econômica do governo, que se mostraram mais graves do que inicialmente percebidas, avaliam os técnicos.

Fabio Kanczuk também destacou que o governo tem trabalhado em reformas no sentido de aumentar os ganhos de produtividade e não em uma solução que contemple apenas estímulos fiscais, sem reformas estruturais. “Essa é a razão de a gente estar na crise que estamos agora. A forma de resolver é estrutural, com reformas econômicas para ter ganho de produtividade. Isso daí vai fazer o Brasil crescer. Não, simplesmente, no próximo trimestre, mas anos à frente”, concluiu.

+ Vendas nos supermercados acumulam alta de 1,16% no ano, segundo a Abras

Taxa Selic

Além da manutenção da projeção do PIB, o dia também foi de decisão sobre a taxa básica de juros. Após dois dias de reunião o Comitê de Politica Monetária (Copom) do Banco Central (BC), a Selic teve queda de 0,25%, passando de 14% para 13,75% ao ano. Foi o segundo mês consecutivo de redução da Selic. Em outubro, a taxa teve corte de 0,25 ponto percentual, chegando ao patamar de 14% ao ano. Na data, a redução foi aprovado por unanimidade pelo Copom. O resultado da reunião confirmou as expectativas do mercado, que já projetava a queda. 

*Com informações da Agência Brasil

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários