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Triplicou o número de pessoas que estão em atraso com o seu financiamento imobiliário

Pesquisa realizada pelo Instituto GEOC apontou que os atrasos no pagamento do financiamento de imóveis triplicou no último ano no País. O estudo identificou que atualmente 15,2% das pessoas com dívidas estão com prestações de imóvel pendentes, contra 5,6% do ano passado.

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O estudo “Devedores do Brasil” identificou que,  um em cada três brasileiros endividados hoje, tem quatro dívidas ou mais, outros 16,7% afirmaram ter três dívidas. Outros 19,9% citaram duas dívidas, 24,7% uma dívida e 3,8% não sabem.

Além das prestações do financiamento de imóveis , boa parcela dos brasileiros está com outras contas em atraso.  Os entrevistados afirmaram que as contas em atraso de luz, telefone, celular, TV a cabo e internet passaram de  34,2% para 39,8% no período analisado. O atraso no pagamento da fatura do cartão de crédito foi mencionado por 58,2% dos entrevistados, seguindo do crédito pessoal com 48,7%. Isso mostra que o perfil da dívida da população brasileira mudou de alguns anos para cá, conforme afirmou Jair Lantaller, um dos coordenadores da pesquisa e conselheiro do Instituto GEOC.

O sonho da casa própria tem tirado o sono de quem tem sentido os efeitos da crise financeira do Brasil. "Os consumidores afirmam que sonho da casa própria, que se tornou realidade nos últimos anos, acabou gerando este aumento de dívidas agora que o País passa por uma crise financeira e tem alto índice de desemprego",  disse Lantaller.

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Conscientização

O brasileiro mostrou estar mais atento as suas finanças pessoais tanto que apenas 10% dos entrevistados afirmaram não saber o valor total de seus débitos este ano, contra 46,7% que fizeram a mesma afirmação em 2015. Lantaller, afirmou que os respondentes da pesquisa disseram ter intenção de quitar os débitos, mas precisam de um tempo maior para sair do endividamento e que um terço delas tem dívidas que ultrapassam R$ 5 mil.  “Os devedores têm maior conhecimento de suas dividas, pretendem pagar, mas precisam de mais tempo para liquidá-las. 40% dos consumidores disseram que têm intenção de pagar o que devem daqui a três meses ou mais. E 23% declaram não conseguir pagar”.

Para sair do vermelho

Para resolver a situação financeira, 30,6% dos respondentes afirmaram que vão renegociar os valores e 29% deles, disseram que vão reduzir os gastos para que a situação financeira não piore.  Outra medida para sair do vermelho é encontrar uma forma de renda complementar. “Este corte de gastos reflete uma maior consciência financeira do brasileiro”, analisa o coordenador do estudo. “Mas apesar desta consciência, 24,6% dos entrevistados admitiram que foi o descontrole financeiro o responsável pelo aumento das prestações em atraso”.

Limpar o nome ainda é o que mais motiva as pessoas a pagarem o que devem. Mas essa que era a preocupação de 70,4% dos entrevistados do ano passado hoje caiu para 45,8%. 20,7% querem pagar a dívida para evitar protestos judiciais e 18,9% para evitar a cobrança por parte do credor. “Na ordem de prioridade de pagamento, as contas de consumo ainda são relevantes, mas vem crescendo a preocupação com a moradia. O devedor está menos preocupado com o cartão de crédito, que caiu para terceiro colocado na ordem de pagamento prioritário”, comentou Lantaller ao enfatizar que o pagamento do financiamento de imóveis é prioridade.

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