Brasil Econômico

undefined
iStock
Posicionado em 103,2 pontos, confiança do consumidor está abaixo da média histórica, que é de 108,8 pontos

Após quatro meses seguidos em alta, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) sofreu redução de 1,1% e chegou a 103,2 pontos em novembro. O valor está 5,2% abaixo da média histórica, que é de 108,8 pontos. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (25) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

+ Arrecadação bate recorde em outubro e atinge R$ 148 bilhões, diz Receita Federal

De acordo com a CNI, a queda na confiança do consumidor é resultado, principalmente, do crescimento do pessimismo em relação à evolução dos preços. O índice de expectativa de inflação foi reduzido em 5,6% no mês de novembro, em comparação com outubro. Quanto mais baixa a expectativa, mais alto o número de pessoas que esperam o aumento da inflação e do desemprego, a piora da renda pessoal e que percebem piora da situação financeira.

O indicador de expectativas sobre o desemprego caiu 0,8%, enquanto o de renda pessoal teve queda de 2,6% e o de situação financeira recuou 1,7% neste mês ate o mês anterior.

+ Empresas continuam a maquiar preços de produtos na Black Friday

Apesar disso, os brasileiros ainda se mostram mais propensos a fazer compras de valores mais elevados, devido a proximidade do pegamento do décimo terceiro salário. O indicador de expectativas de compra de bens de maior valor, como carros, móveis e eletrônicos, teve aumento de 2% em novembro na comparação com outubro – mas, ainda assim, está 0,2% abaixo do registrado em novembro de 2015.

Confiança da construção

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, também sofreu recuo. A queda foi de 2,3 pontos, chegando a 72,4 pontos em novembro, depois de quatro altas consecutivas. Em relação às médias móveis trimestrais, o índice manteve-se estável, em 73,9 pontos, sinalizando uma acomodação no quarto trimestre.

"Nos últimos meses, o anúncio de retomada de obras contribuiu para a redução do pessimismo empresarial. No entanto, o nível de atividade ainda fraco gerou uma correção das expectativas do setor em novembro. A queda da confiança não significa a inversão do ciclo, mas mostra que o caminho a percorrer ainda é longo”, disse Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

+ Renda do trabalhador teve redução de 5% em 2015, diz pesquisa da Pnad

Diferente do ocorrido na queda de confiança do consumidor, a redução no índice da construção foi motivada, principalmente, pela expectativa da situação dos negócios nos próximos seis meses – um dos quesitos que compõem o Índice de Expectativas (IE-CST). Este setor da pesquisa teve queda de 4,1 pontos.

*Com informações da Agência Brasil

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários