Brasil Econômico

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O número de residências brasileiras com computadores em 2015 caiu pela primeira vez desde 2008. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) 2015, divulgada nesta sexta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a redução foi de 3,4% em relação a 2014, totalizando 31,4 milhões de casas com o aparelho.

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Com a queda apresentada em 2015, parcela de domicílios com computadores passou para 27,5 milhões

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As regiões Norte (26,7%) e Nordeste (30,3%) apresentaram as menores parcelas de domicílios com computadores .  Uma das explicações para a queda é a substituição pelos smartphones. É o caso da professora de inglês, Marilene dos Santos, de 41 anos, que desistiu de comprar um novo aparelho quando seu aparelho antigo quebrou. "Já quase não usávamos. Acho que quebrou por falta de uso. Tudo o que fazia nele, agora faço no meu celular de onde quiser. Acho que a tendência é esse bem deixar de existir", disse.

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Com a queda, o número de domicílios com microcomputador passou para 27,5 milhões. A proporção de domicílios que usa o aparelho para acessar a internet recuou 1,6%. No geral, incluindo outros aparelhos, o acesso à rede cresceu 7,1% em 2015, com, aproximadamente, 102 milhões de usuários de 10 anos de idade ou mais. O resultado representa cerca de 54,4% da população brasileira.

As maiores altas foram percebidas nas regiões Centro-Oeste (8,7%), Nordeste (8,4%) e Sudeste (6,8%). A maior proporção de internautas também foi vista no Sudeste, com 65,1% do total. Em seguida, estão as regiões Sul (61,1%), Centro-Oeste (64%), Norte (46,2%) e Nordeste (45,1%).

A pesquisa também levou em consideração a faixa etária média dos internautas. Entre 2014 e 2015, as maiores altas foram observadas nos grupos de 40 a 49 anos (13,9%) ou 50 anos ou mais (20,1%). Os adolescentes, no entanto, foram os que mais acessaram a internet, sobretudo, os de idade entre 15 e 17 anos (82% do total de usuários) e de 18 ou 19 anos (82,9%).

Celulares

Em comparação com 2014, a quantidade de domicílios com celular cresceu 1,7%, chegando a 39,5 milhões de residências. O valor representa 58% do total. O aumento foi mais evidente nas regiões Norte, que agora conta com 74,7%, e Nordeste, com 72,8%. Em 2015, cerca de 139 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham celular, representando um crescimento de 1,8% (2,5 milhões de novos celulares) na comparação com o ano anterior.

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A faixa de pessoas com posse de telefone móvel celular passou a 78,3% do total. A região Sudeste teve o maior crescimento em números absolutos (1,4 milhão de pessoas). Em termos relativos, o Centro-Oeste é que obteve a maior alta (3%), assim como no levantamento sobre computadores. Em seguida, estão as regiões Sudeste (2,2%), Sul (1,9%), Norte (1,3%) e Nordeste (0,8%).

* Com informações da Agência Brasil.

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