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Os sócios, Leonardo Ramos, Ligia Souza e Manoel Leônidas

O mercado paulista de pizzarias ganha um novo player para disputar uma fatia que movimenta R$ 22 bilhões ao ano, segundo a Associação Pizzarias Unidas do Estado de São Paulo. Fundada em Brasília, em 1995, a Pizza Cesar espera se diferenciar dos milhares de concorrentes ao ofertar ao consumidor cardápio diferenciado e diferentes formas de atendimento ao consumidor: delivery e o salão com rodízio de pizzas.

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“No rodízio trabalhamos 70 tipos de pizzas . Outro diferencial da Pizza Cesar está na produção das pizzas que segue a tradição italiana com a automatização da produção norte-americana”, explicou ao Brasil Econômico, o sócio da Pizza Cesar, Leonardo Ramos.

Mas nem sempre a pizzaria atuou de três formas distintas. Em 1995, quando a marca foi criada o delivery era o foco da operação. Só a partir de 2003 é que o fundador da Pizza Cesar, Manoel Leônidas, resolveu expandir os horizontes e contou com a chegada de novos sócios como o Leonardo Ramos e a Ligia Souza, para apostar no salão e no conceito de forneria. Nesse período a Pizza Cesar já tinha status de rede, pois contava com oito pontos comerciais e todos focados apenas no delivery. 

Ramos explicou que, após a sua chegada (em 2004), foi iniciado um processo de expansão da rede, só que dessa vez aberta a novas oportunidades. Enquanto a empresa de consultoria contratada apostava no modelo mais sofisticado de forneria, os sócios olhavam com atenção o sistema de rodízio. “Em 2006 montamos a loja que hoje é padrão da rede (com toda a reformulação de visual). Mesma arquitetura e cardápio com delivery e o salão”, disse.

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Aposta na variedade

Aos poucos o rodízio foi sendo incorporado nos pontos que a Pizza Cesar atuava só com delivery e o sucesso comprovou que o consumidor se interessava sim em ir a um rodizio de pizzas, ainda mais se o alimento ofertado fosse diferenciado. Focar no rodízio e expandir o sistema a outras lojas rendeu a pizzaria faturamento maior e atualmente, 40% do movimento das pizzarias da rede vem do salão com o rodízio.

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Ingredientes de qualidade e o tradicional molho italiano são os segredos do sucesso da Pizza Cesar


“A pizzaria fatura de R$ 150 a R$ 350 mil por mês, variando em cada operação. O salão é forte e representa 40% e o delivery fica com 60% de participação”, disse Ramos. Hoje, as pizzas que são entregues na casa dos consumidores têm tíquete médio de gasto de R$ 83 e no salão, o gasto médio por pessoa é de R$ 48.

Diferente de muitas pizzarias, a Pizza Cesar não cobra pela borda recheada e se o cliente quiser, ele ainda pode escolher uma pizza salgada com borda recheada de chocolate, por exemplo. “Às vezes o consumidor quer uma sobremesa e pedir uma pizza doce inteira não compensa. Pensando nisso criamos a opção de pizza salgada com borda recheada doce”, disse o empresário.

Franchising

Depois de amadurecer a operação e o conceito da Pizza Cesar, em 2010, eles foram procurar o franchising para levar a marca a outro patamar. De 2010 até 2012 os sócios foram desenvolvendo o sistema de franquia para só em 2015 dar os primeiros passos na nova forma de expandir o negócio. A crise acabou por atrasar os planos, tanto que a rede começou a procurar os investidores neste ano. “Passado o pior da crise, nossa meta é ter cinco unidades até o final de 2017”.

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O mercado paulista de pizzarias ganha um novo player para disputar uma fatia que movimenta R$ 22 bilhões ao ano, segundo a Associação Pizzarias Unidas do Estado de SP

Para tornar a operação rentável, uma vez que o investimento inicial varia entre R$ 500 e R$ 700 mil, a otimização da produção com forno esteira e negociação centralizada dos insumos, estão entre as medidas que garantem a manutenção do conceito da Pizza Cesar e o faturamento ao investidor. “Negociamos com os melhores fornecedores como a Sadia, BRF e a Aurora, além dos fornecedores locais”, explicou o sócio, Leonardo Ramos.

A rede prospecta investidores para abertura de unidades nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, em cidades de 300 mil habitantes, ou seja, em São Paulo a expansão será no interior, em primeiro momento.

Questionado sobre um possível centro de distribuição para abastecer as redes da Pizza Cesar, Ramos disse que ainda não vislumbra a necessidade desse investimento. “Para a meta de ter 100 unidades em cinco anos não compensa ter um centro de distribuição, já que na negociação centralizada conseguimos fazer com que a indústria entregue direto ao nosso franqueado”, enfatizou Ramos.

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