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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central. diz que a sociedade brasileira exige transparência

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse que a autarquia tem munição suficiente para prover tranquilidade ao mercado, após as turbulências geradas pela eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (16) em entrevista à imprensa internacional.

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Goldfajn disse que o regime de câmbio no Brasil é flutuante (com cotação da moeda definida pelo mercado), mas cabe ao Banco Central intervir para evitar excesso de volatilidade. O BC tem feito intervenções no mercado por meio de leilões de rolagem (renovação) de swap cambial tradicional (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro). Além da rolagem, o BC também tem feito leilões de contratos novos.

Na entrevista, o presidente do BC também disse que 2016 tem sido o ano de reestabelecer a confiança e ancorar as expectativas de inflação. Ele destacou que, para 2017, a expectativa do mercado para a inflação está em torno da meta de inflação (4,5%). Goldfajn também afirmou que o mercado espera por melhora na economia nos próximos anos. “O mercado espera 2017 melhor do que 2016 e 2017 melhor do que 2018”, afirmou.

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O dólar sobe desde o último dia 9, após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas. Há a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumente os juros da maior economia do planeta mais que o previsto, por causa da política de alta dos gastos públicos de Trump. Taxas mais altas nos Estados Unidos atraem capitais para títulos do Tesouro norte-americano, o que resulta em alta do dólar em todo o planeta, e afeta países emergentes, como o Brasil.

Transparência

O presidente do BC também disse que sociedade brasileira exige do poder público comportamento ético e medidas que reforcem a transparência, na abertura da 3ª Conferência Lei Empresa Limpa, organizada pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), em Brasília.

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“Cada vez mais, a sociedade brasileira exige dos legisladores, dos membros do Judiciário e do Executivo e dos demais agentes públicos comportamento ético e medidas que reforcem a transparência de suas ações e o respeito à coisa pública”, disse o presidente do Banco Central.

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