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Ter estruturado um plano para recuperação aumenta a chance da empresa sair do vermelho

Os pedidos de recuperação judicial tiveram queda em outubro apontou o indicador do Serasa Experian. No mês passado foi apurado 121 requerimentos contra 244 no mês de setembro, o que representa queda de 50,4% no período. Já na comparação anual – outubro de 2015 – foram 102 pedidos, o que aponta alta de 18,6%.

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No acumulado de janeiro a outubro de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 57,6%. As micro e pequenas empresas são as mais impactadas com o prolongamento da crise econômica no País e o fato fez com que esse nicho de mercado liderasse o número de pedidos de recuperação judicial , com 990 pedidos no acumulado do ano. Na sequência aparecem as empresas de médio porte com 391 pedidos e por último e em menor número as grandes empresas com 219 pedidos de recuperação judicial.

Foco na recuperação

Na opinião do advogado e especialista em gestão financeira de empresas em crise e sócio da Artur Lopes & Associados, Artur Lopes, a recuperação judicial raramente é capaz de salvar qualquer empresa envolta em dificuldades. “O instituto da recuperação judicial, que sucedeu a antiga concordata, nada mais é que uma valiosa ferramenta, somente isso. Se a empresa recuperanda, após o ajuizamento do favor legal, não colocar em curso um verdadeiro arsenal de medidas saneadoras no intuito de melhorar a sua operacionalidade, todo o esforço empreendido poderá ser em vão”.

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 O especialista afirmou ainda que, se o foco da empresa após o pedido de recuperação judicial não for o de recuperar a empresa, a medida drástica não surtirá efeito algum. “Todo o processo de reestruturação que deve acompanhar o ajuizamento tem a finalidade de modificar as variáveis existentes com o objetivo de deprimir custos e aumentar receitas”, explicou Lopes.

Solucionando problemas

Colocar ordem na casa é o mantra que o empresário deve ter em mente para poder sair da crise financeira. Outro ponto ressaltado pelo especialista em gestão financeira é que todo o processo de reestruturação deve vir acompanhado de uma análise de viabilidade da recuperação da empresa. “Vista a partir dessa ótica, a recuperação judicial deve ser usada apenas como uma das ferramentas para combater a crise, mas com pouco ou nenhum efeito prático se não vier acompanhada da efetiva colocação de ordem na casa. Por esse motivo, antes de decidir pela recuperação judicial é preciso se certificar se há condições de negociação dos passivos no âmbito administrativo e, sobretudo, de forma equilibrada”, enfatizou ele.

Falência

 E quando a recuperação judicial não surte o efeito esperado, decretar o pedido de falência é a última medida a ser tomada. Dados do Serasa Experian de janeiro a outubro de 2016, foram requeridas 1.553 pedidos de falências no País, um aumento de 4,7% em relação a igual período de 2015.

Do total de requerimentos de efetuados de janeiro a outubro de 2016, 822 foram de micro e pequenas empresas ante 765 em igual período de 2015. 362 foram de médias empresas – em igual período do ano passado, 349 – e 369 pedidos de grandes empresas.

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