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A assinatura do documento foi realizada durante o evento Rio Oil & Gas 2016. Os presidentes das empresas deram entrevista coletiva à imprensa

Petrobras e petroleira francesa assinam acordo de parcerias em território nacional e estrangeiro
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Petrobras e petroleira francesa assinam acordo de parcerias em território nacional e estrangeiro

A Petrobras e a petroleira francesa Total assinaram um memorando, nesta segunda-feira (24), que fecha parcerias futuras de segmentos de exploração e produção de Gás e Energia. As negociações para o acordo tiveram início no início deste ano e a previsão para que os ativos estejam definidos ficou para o natal de 2016.

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O acordo entre as petroleiras busca oportunidades no Brasil e no exterior em áreas de interesse mútuo, segundo foi divulgado. A Petrobras e a Total têm 15 parcerias em consórcios de exploração e produção, sendo que nove delas estão em território brasileiro. No País, elas estão em Libras, na Bacia de Campos, pelo regime de partilha de produção. No exterior, têm parcerias em campos norte-americanos, na Nigéria e na Bolívia.

A assinatura do documento foi realizada durante o evento Rio Oil & Gas 2016, no Rio Centro. Depois disso, os presidentes das duas empresas deram uma entrevista coletiva à imprensa. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou como é importante que exista a atuação conjunta de companhias no momento atual.

“Essa parceria pode incluir tanto ativos já existentes quanto a participação em futuros leilões e futuros campos. Não é estritamente uma cooperação transacional, o objetivo aqui é dividir riscos e reduzir a necessidade de [mobilizar] recursos da empresa”, explicou.

“[Além disso], nesse momento tão importante, trocamos tecnologia, como no caso de Libra”, completou Parente.

O presidente da estatal também citou o exemplo da troca no projeto Libra 35, que tem como objetivo fazer com que o custo de produção no campo de Libra seja inferior a US$ 35 o barril. Neste projeto, é prevista a redução dos investimentos de desenvolvimento na ordem de 35%, incluindo demais parceiros da área.

Sobre o setor de refino, distribuição e venda de derivados, Pedro Parente afirmou à imprensa que a ideia é que sejam feitas vendas pontuais de refinarias e não do conjunto das atividades de refino.

Mercado brasileiro

Na coletiva desta segunda-feira, o presidente da petroleira francesa, Patrick Pouyanné, disse que, apesar da atual situação política e financeira “difícil” do Brasil, o País é muito atraente no longo prazo.

“O Brasil tem um enorme mercado. Tem grande potencial de crescimento econômico e muitas oportunidades. Decidimos dar esse primeiro passo em gás e petróleo. Para uma empresa como a nossa, a visão deve ser de médio e longo prazo. O importante é encontrar os parceiros certos. E acreditamos que o Brasil e a Petrobras serão um parceiro importante para o futuro”, disse.

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A Total é a segunda maior operadora de energia solar em todo o mundo, com a SunPower, também está entre as principais empresas internacionais do setor de óleo e gás natural. Com o memorando assinado, a estatal brasileira passa a oferecer parceria em projetos de exploração e produção no Brasil e, do mesmo modo, a Total deve compartilhar os custos e os riscos em projetos de alta complexidade e elevados investimentos.

O acordo inclui uma segunda fase da aliança para todos os segmentos de refino e gás natural.

Preço da gasolina e ANP

Pedro Parente também falou sobre a queda de preço da gasolina nas refinarias, que foi anunciada pela estatal na semana passada, lamentando que não haja reflexos no bolso dos consumidores brasileiros. “[Houve] uma redução média nas refinarias de 3, 2% na gasolina e de 2,7% no diesel. Mas o mercado de preços no Brasil é livre. A Petrobras não tem qualquer influência e não fixa preços nos postos de gasolina. Certamente é decepcionante ver que isso não chegou ao consumidor”, declarou.

Durante a coletiva, Parente elogiou a escolha de Decio Oddone para substituir a atual diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, cujo mandato termina em novembro.

Oddone já trabalhou na petroleira e na Braskem e atualmente é diretor de óleo e gás da Prumo Logística.

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 “[Odonne] é uma pessoa que conhece bastante o setor. E tem uma outra característica que eu considero bastante interessante que é o fato de ter uma experiência empresarial dentro e fora da Petrobras . É muito bom para um agente regulador que ele conheça as dificuldades do dia a dia que as empresas passam para que possa tomar as decisões da maneira mais instruída possível”, finalizou Pedro Parente.

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