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No período, foi realizado o transporte de sete milhões de passageiros; considerando o acumulado do ano, foram 65,4 milhões de pessoas

Agência Brasil

Considerando as viagens internacionais, queda na demanda de voos em setembro chegou a 4,27%
arquivo/PAC
Considerando as viagens internacionais, queda na demanda de voos em setembro chegou a 4,27%

A demanda por voos dentro do Brasil sofreu redução de 4,4% no mês de setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (20) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

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No período, foi realizado o transporte de sete milhões de passageiros. Considerando o acumulado do ano, 65,4 milhões de passageiros fizeram voos domésticos entre os meses de janeiro e setembro, queda de 6,07%, na comparação com o mesmo período de 2015.

Considerando as viagens internacionais, a queda registrada em setembro chegou a 4,27%, com o total de 619 mil passageiros transportados ao longo do mês. O número acumulado do ano apresentou retração de 2,78%. De janeiro a setembro, foram transportados 5,5 milhões de passageiros.

O transporte de cargas também apresentou retração – de 5,31% no total, considerando nos mercados interno e externo durante os três primeiros trimestres do ano, em comparação com o mesmo período de 2015.

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Indícios de melhora

Mesmo com o recuo na demanda, o resultado de setembro mostra desaceleração nos níveis de queda que vinham sendo registrados pelo setor, de acordo com o assessor técnico da Abear, Maurício Emboaba. “Isso reflete mais ou menos o que a gente começa a ver na economia. Parece que estamos parando de ir para baixo”, disse.

“Todo os números nos levam a apontar o seguinte: se a velocidade de queda está diminuindo, é sinal de que estamos chegando em pouso suave”, acrescentou Eduardo Sanovicz, presidente da Abear. Ainda segundo o executivo, o setor pode ter um desempenho mais favorável do que o que foi previsto para este ano. “Estou começando a olhar para 8% e não mais 10% de queda. Porque eu tinha uma série de indícios de que a gente ainda poderia ver novos movimentos de redução, o que eu não estou mais vendo”, afirmou

Emboaba também acredita que, apesar do cenário desfavorável, as empresas de aviação têm conseguido, por meio do ajuste na oferta de assentos, se adaptar às adversidades. “A indústria tem dado respostas adequadas. A taxa de aproveitamento dos voos não cai. Pelo contrário sobe ligeiramente, mesmo em um período de dificuldade econômica. Ou seja, a indústria consegue ajustar a sua capacidade, a sua oferta à demanda”, destacou.

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Em setembro, a oferta de assentos nos voos teve uma redução de 6,3%. Considerando o acumulado do ano, entre os meses de janeiro e setembro, as companhias diminuíram a disponibilidade de viagens em 5,6%.

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