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Greve dos bancários superou movimento de 2004, quando paralisação durou 30 dias

Os bancários de instituições privadas e do Banco do Brasil decidiram aceitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e encerrar a greve que durava 31 dias em São Paulo, Osasco e região. A proposta foi negada por funcionários da Caixa Econômica Federal, que deverão continuar a paralisação.

De acordo com a assessoria de imprensa do sindicato, a categoria irá retornar ao trabalho nesta sexta-feira (7). A última proposta feita pela Fenaban tem validade de dois anos e prevê reajuste de 8% e abono de R$ 3.500. Além disso, o vale refeição e o auxílio creche-babá serão reajustados em 10% e o vale alimentação em 15%. Em 2017, salários serão reajustados de acordo com a inflação (INPC/IBGE) com mais 1% de aumento real.

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A Fenaban também garantiu que não haverá desconto pelos 30 dias de paralisação. "Fizemos uma greve forte e, em um ambiente de alta incerteza política e econômica, a categoria garantiu ganho real em 2017 e para este ano manteve a valorização em itens importantes como vale alimentação, refeição e auxilio creche", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Negociações

A greve de 31 dias superou o movimento realizado em 2004, quando houve a primeira campanha unificada entre funcionários de bancos públicos e privados. Até o momento, 13.104 agências estavam em greve, segundo a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Os bancários desejavam um reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real. Além disso, a classe pedia participação nos lucros e resultados de três salários acrescidos de R$ 8.317,90, vales alimentação, refeição e auxílio creche-creche no valor do salário mínimo nacional (R$ 880) e piso no valo do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24). Em sua proposta anterior, no dia 28 de setembro, a Fenaban ofereceu reajuste de 7% e abono salarial de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017.

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Atualmente, os bancários recebem piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.

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