Tamanho do texto

Segundo a estatal, embora as inscrições tenham sido encerradas na última quarta-feira, ainda serão aceitas e contabilizadas as inscrições em papel

Petrobras anunciou que  11.704 empregados aderiram ao Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV)
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Petrobras anunciou que 11.704 empregados aderiram ao Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV)

A Petrobras anunciou em nota, nesta sexta-feira (02), que desde o dia 11 de abril, quando abriu o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), 11.704 empregados demonstraram interesse na adesão. Segundo a estatal, embora as inscrições tenham sido encerradas na última quarta-feira, 31 de agosto, ainda serão aceitas e contabilizadas as inscrições em papel que tenham sido postadas até esta data limite para a adesão.

“O número ainda pode ser alterado em função de inscrições realizadas em papel e postadas até 31 de agosto”, informou a Petrobras , acrescentando que “até a data de homologação da rescisão, os empregados podem desistir da adesão”.

Contudo, a estatal afirmou que o cronograma de desligamento dos funcionários já teve início desde o dia 16 de junho, sendo que, até agora, ao menos 2.450 empregados tiveram seus contratos de trabalho efetivamente encerrados.

Com o lançamento do PIDV, a Petrobras tinha como meta a adesão mínima de 12 mil empregados para que, dessa maneira, fossem economizados R$33 bilhões até 2020. O custo do programa de demissão voluntária terá um custo de R$4,4 bilhões.

No entanto, se for tomado como base o número dos inscritos até o momento, ou seja, considerando a adesão das 11.704 pessoas que já formalizaram a decisão, a estimativa da companhia para o custo total do programa seria menor do que o que fora calculado anteriormente, sendo de aproximadamente R$ 4 bilhões – assim, um custo de R$ 400 milhões a menos.

No entanto, a Petrobras ressaltou que o custo total do PIDV será calculado apenas após o término do prazo para os desligamentos voluntários. “A Companhia provisionou R$ 1,2 bilhão até 30 de junho de 2016, relativo aos gastos previstos com os 4.087 funcionários que já haviam aderido ao programa, conforme informado na nota explicativa anterior relativa às  Demonstrações Financeiras do 2º trimestre de 2016”, diz na nota desta sexta-feira.

Entenda o caso

A Petrobras já cortou, desde dezembro de 2013 (antes da Operação Lava Jato), mais de 150 mil postos de trabalho, impactando funcionários próprios, terceirizados e empregados da construção civil. Atualmente, a estatal conta com 276 mil funcionários, 79 mil empregados próprios. Há 3 anos, o número de funcionários correspondia a 440 mil.

+ Programas de Demissão Voluntária: devo aderir? Veja mitos e verdades

A estratégia de realizar mais um Plano de Demissão Voluntária foi comunicada internamente pelo diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino Ramos, em junho deste ano. 

Quando anunciado PIDV, os funcionários da Petrobras e os sindicatos envolvidos reagiram de maneira intensa ao processo de venda de ativos, embora a medida possa melhorar as finanças da estatal, que têm muitas dívidas. Na época, um trabalhador escreveu na rede interna da empresa que o modelo havia se tornado "uma panaceia ou tábua de salvação".