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Moeda brasileira cresceu 23,3% no acumulado dos sete primeiros meses; também foi registrada a segunda maior alta do mundo em julho, com 6,2%

Real acumula alta de 10,7% no período de 90 dias
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Real acumula alta de 10,7% no período de 90 dias

O real é a moeda que teve maior valorização no acumulado dos sete primeiros meses do ano, de acordo com informações do Banco Internacional de Compensações (BIS). Além disso,  a moeda brasileira também registrou a segunda maior alta do mundo no mês de julho. São 60 moedas acompanhadas pelo banco. 

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Os dados do banco apontam que, ao fazer o cálculo da taxa de câmbio real efetiva, a moeda brasileira teve valorização de 6,2% em julho. No período de 90 dias, a alta  foi de 10,7%. acumula. Em comparação com o piso de setembro de 2015, houve crescimento de 30%.

Se for levado em consideração o acumulado do ano, a moeda brasileira teve valorização de 23,3%, ficando à frente do iene, do Japão, que valorizou em 15,3%. O peso colombiano aparece na sequência, com fortalecimento de 13,8%.

A avaliação realizada mensalmente pelo banco leva em consideração as médias geométricas que são ponderadas pelas taxas bilaterais existentes nas moedas presentes no levantamento. O estudo também passa por ajustes que consideram a inflação ao consumidor.

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A tendência de apreciação demonstrada pela pesquisa já podia ser observada na taxa nominal do câmbio do País. Com a valorização apresentada em julho, a moeda brasileira voltou ao patamar que havia sido registrado no mês de janeiro de 2015.

Considerando somente a valorização no mês de julho, o dinheiro brasileiro ficou atrás apenas da moeda da África do Sul, o rand, que cresceu o total de 6,8%. Alguns outros países tiveram destaque na valorização, como o Chile, que teve o peso fortalecido em 3,9%, a Rússia, que viu sua taxa de câmbio crescer em 3,1% e a Austrália, que teve avanço de 2,4% em seu dólar. 

Na contramão destes países, no entanto, algumas moedas sofreram desvalorização no mês. É o caso da libra esterlina, que teve redução de 6,6%, e do peso na Argentina, que foi desvalorizado em 4,7%

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O processo de valorização do real, no entanto, não aconteceu somente nas últimas semanas. Segundo os dados apresentados pelo BIS, já era possível verificar este fenômeno no acumulado entre maio e julho, quando houve fortalecimento de 10,7%.

*Com informações da Agência Estado