Agência Brasil

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Maioria dos negócios concentrou-se em imóveis com dois dormitórios (1.080), de um total de 9.260 ofertas

Em junho, o número de imóveis novos vendidos na cidade de São Paulo atingiu 2.097 unidades, volume 19% inferior ao mês de junho de 2015, mas que representou aumento de 98% sobre o volume registrado no último mês de maio (1.059 unidades). As vendas somaram 7.194 imóveis residenciais no encerramento do primeiro semestre, com uma retração de 25,5% sobre igual período do ano passado ( 9.658 unidades).

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Os números foram apontados pela Pesquisa do Mercado Imobiliário, do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, o sindicato da habitação. De acordo com o estudo, havia no fechamento de junho 24.609 imóveis à venda, incluindo negócios de unidades na planta e em construção, além de estoques de residências prontas para morar, referentes aos lançamentos dos últimos três anos.

A maioria dos negócios concentrou-se em imóveis com dois dormitórios (1.080), de um total de 9.260 ofertas. As vendas de imóveis com apenas um quarto totalizaram 672 para 8.010 ofertas. Também prevaleceram negócios referentes à propriedades com tamanho entre 45 metros quadrados e 65 metros quadrados e preços variando entre R$ 225 mil e R$ 500 mil.

Lançamentos

Com base em dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o Secovi-SP informou um crescimento de 86,8% no número de unidades lançadas em junho na capital paulista, comparado ao mês anterior, totalizando 2.178 unidades residenciais. Sobre junho de 2015, foi registrada alta de 4,1%.

No semestre, os lançamentos foram 42,8% menores, com um total de 5,731 unidades, ante 10.027 entre janeiro e junho de 2015.

Por meio de nota, o economista do Secovi-SP Celso Petrucci atribuiu o aquecimento às ofertas com preços mais baixos de unidades populares e também ao tamanho dos imóveis .

A maioria dos lançamentos (81%) foi de imóveis de até R$ 500 mil. Boa parte deles (58,6%) está localizada na zona leste da cidade. Só em junho surgiram 12 empreendimentos com média de 182 unidades, enquanto de janeiro a maio foram registrados 54 empreendimentos com 66 unidades.

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Vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas informou que o setor ainda enfrenta dificuldades para lançar novos empreendimentos, em razão das alterações em torno do Plano Diretor Estratégico e a Lei de Uso e Ocupação do Solo.

A projeção do presidente do sindicato, Flavio Amary, é de queda de 20% a 25% no encerramento deste ano nos lançamentos que devem atingir entre 17 mil e 18 mil unidades. Quanto às vendas, ele acena com um recuo de 15% (entre 16 mil e 17 mil unidades) como reflexo das dificuldades de financiamentos.

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