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Montadora informou que decidiu interromper temporariamente a produção após uma sequência de falhas na entrega de componentes por fornecedores

Pátio de veículos da Volkswagen
Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press
Pátio de veículos da Volkswagen

A Volkswagen do Brasil resolveu interromper temporariamente a produção nas unidades de São José dos Pinhais, Taubaté, Anchieta e na fábrica de motores de São Carlos. A falta de peças motivou a tomada da decisão e e não o desempenho das vendas, apesar do mercado mais retraído no setor. A montadora informou por meio de nota que decidiu rescindir os contratos depois de uma sequência de falhas na entrega de componentes pelas fornecedoras Keiper, Fameq, Cavelagni e Mardel, do Grupo Prevent. A No comunicado, a empresa acrescentou que mais de 100 mil veículos deixaram de ser fabricados por causa do desabastecimento. Diante da situação, a Volkswagen antecipou as férias coletivas programadas para outubro.

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De um total de 18 mil funcionários, 11 mil deverão permanecer afastados por um período de três a quatro semanas, prazo estimado para que a empresa comece a receber componentes de novos fornecedores.  De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC,  o aviso de férias coletivas que tem sido recebido pelos funcionários indica que o afastamento deve começar dia 16 deste mês. No começo de agosto, a montadora fechou um acordo com os funcionários prevendo a estabilidade do emprego até 2021.  

O Sindicato da categoria informou em nota que o acordo evitou que 3,6 mil trabalhadores fossem demitidos por excesso de empregados. Ainda assim, foi mantido o processo de abertura de P rograma de Demissão Voluntária (PDV) e a utilização de instrumentos de flexibilidade, como layoff e Programa de Proteção ao Emprego (PPE), além de alterações em cláusulas econômicas.

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Recurso na Justiça

Além de encerrar o acordo com o fornecedor e anunciar as férias coletivas, a Volkswagen entrou com recurso na Justiça para recuperar as ferramentas que estão nas fábricas do Grupo Prevent. A montadora disse em nota que a retomada das suas ferramentas permitirá o restabelecimento do ritmo normal da sua produção, o que possibilitará o funcionamento normal da cadeira produtiva e garantirá a tranquilidade dos funcionários e da rede de concessionários. 

* Com informações da Agência Brasil