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Apesar da alta do desempenho, o número de empregos caiu 0,6% no setor; a massa salarial também caiu 0,6% em junho na comparação com maio

Dados do primeiro semestre confirmam que a indústria atravessa uma das piores crises da sua história
Arquivo/Agência Brasil
Dados do primeiro semestre confirmam que a indústria atravessa uma das piores crises da sua história

Depois de três quedas consecutivas, o faturamento da indústria cresceu 2% em junho na comparação com maio, na série livre de influências sazonais, informou nesta segunda-feira (01) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Neste mesmo período, as horas trabalhadas na produção tiveram pequena alta de 0,2% e o nível de utilização da capacidade instalada registrou leve melhora de 0,3 ponto percentual e alcançou 77,4%, informam os indicadores.

Apesar dos sinais de melhora no faturamento e na produção, as fábricas continuaram demitindo em junho. O indicador que mede o número de empregados na indústria continuou sua longa trajetória de queda que vem desde o começo de 2015 - e registrou uma baixa de 0,6% em relação a maio, considerando os efeitos de calendário. Esta foi a 17ª queda consecutiva do indicador. 

Ao comparar os dados de junho deste ano e o mesmo mês no ano passado, a redução dos empregos atinge 8,3%. Já no primeiro semestre deste ano, o desempenho é 9,1% inferior ao registrado nos seis primeiros meses de 2015.

Além do número de empregos, a massa salarial dos trabalhadores da indústria também caiu 0,6% em junho na comparação com maio. O ritmo de queda diminuiu, já que em maio houve uma redução de 1,1% ante abril.

A CNI também divulgou que o rendimento médio do trabalhador no setor permaneceu estável em junho, porém acumulou queda de 0,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Considerando o primeiro semestre de cada ano, a queda no rendimento médio dos empregados do setor foi de 0,8%.

Semestre negativo para a indústria

Os dados do primeiro semestre confirmam que a indústria atravessa uma das piores crises da sua história. De janeiro a junho, o faturamento real da indústria teve queda de 11,5% na comparação com o primeiro semestre de 2015.

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No mesmo período, as horas trabalhadas na produção na indústria caíram 9,6%, o emprego recuou 9,1%, a massa real de salários diminuiu 9,9% e o rendimento médio real dos trabalhadores encolheu 0,8%. A utilização da capacidade instalada está 1,2 ponto percentual menor do que a registrada em junho do ano passado.

*Com informações da CNI e do Estadão Conteúdo