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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn mostrou apoio à proposta de modernização da carreira

Em  greve há 18 dias, os técnicos do Banco Central (BC) esperam que seja sancionada a lei que estabelece aumento no salário dos servidores, além da modernização da carreira, passando a exigir a obtenção de nível superior para ter acesso ao cargo que, atualmente, pede apenas nível médio. 

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A princípio, o projeto de lei propõe reajuste no valor de 27,9%, aos funcionários do Banco Central com divisão ao longo de quatro anos. No mês de agosto, está previsto um reajuste de 5,5%. Já nos meses de janeiro dos anos seguintes, os aumentos serão de 6,99%, 6,65% e 6,31%, respectivamente.   

Em aviso ministerial enviado ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no dia 15 de julho, o BC apoia a modernização da carreira proposta pelos técnicos. De acordo com o docmuneto, a alteração na legislação, que já foi aprovada no Congresso Nacional, apresenta o resultado alcançado após mais de 12 anos de negociações entre o banco, o Ministério do Planejamento e as entidades que representam os servidores. 

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A exigência do nível superior é citada no documento como constitucional, fazendo com que não haja problemas jurídicos relativos à sanção da lei. O banco ainda faz a recomendação de que os dispositivos de lei relacionados aos servidores seja sacionado de forma integral. 

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, também defendeu a modernização da carreira dos técnicos do banco na reunião que realizou com Dyogo Henrique de Oliveira, ministro interino do Planejamento. 

Nesta quinta-feira (28), o presidente do BC fez uma reunião com Ricardo Ferraço, senador que se mostrou contra a exigência do nível superior para o cargo quando o projeto de lei tramitou pelo Senado. Ferraço havia dito que “desde a criação desses cargos essa exigência jamais foi condição para ingresso nos mesmos ou seu exercício. O projeto, que também propõe reajustes nos salários de outras categorias, no entanto, teve a aprovação garantido por conta de um acordo que veta alguns pontos do texto. 

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O prazo para a sanção da lei, de acordo com Willenkens Brasil, presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos do Banco Central (SintBancen), vai até o dia 5 de agosto. Para que haja impacto financeiro no mesmo mês, no entanto, é necessário o presidente em exercício, Michel Temer, sacione até esta sexta-feira (29).

*Com informações da Agência Brasil

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