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Inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 7,21% em 2016

O Banco Central (BC) anunciou a nova projeção feita pelo mercado financeiro da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nesta segunda-feira (25). Segundo as instituições consultadas, a estimativa diminuiu de 7,26% para 7,21% para este ano.

A inflação para 2017 também sofreu pequena alteração, indo de 5,30% para 5,29%. As estimativas fazem parte do Boletim Focus , elaborada todas as semanas pelo Banco Central. Os números são dados pelas instituições financeiras consultadas, principais indicadores econômicos do País.

Apesar do rebaixamento da projeção, a estimativa para 2016 ainda está acima do centro da meta da inflação, que deve ser atingida pelo BC. Para este ano, o limite é de 6,5% a.a. Já em 2017, o máximo que deveria chegar é de 6%, segundo as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A principal ferramenta utilizada pelo BC para conseguir controlar a inflação no Brasil é a taxa básica de juros (Selic), que está em 14,25% ao ano, atualmente. Desse modo, o Banco Central tem de encontrar um equilíbrio de decisões, a fim de fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida.  

Para tanto, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta a expectativa da Selic, está tentando conter a demanda aquecida, o que vai gerar reflexos nos preços, uma vez que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, quando a taxa Selic é rebaixada, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando a produção e o consumo. Contudo, esta medida alivia o controle sobre a inflação. Já quando mantém a taxa, considera-se que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Taxa Selic

A expectativa das instituições financeiras é que a Selic termine este ano em 13% a.a. Para 2017, a projeção para a taxa básica de juros é de 11% ao ano. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano, mantida nesse patamar na reunião do Copom da última semana.  Nesta terça-feira (26), o BC divulgará a ata da reunião com as explicações para a decisão.

PIB e dólar

A estimativa do mercado financeiro para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o boletim Focus desta segunda-feira, foi ajustada de 3,25% para 3,27%, neste ano. Para 2017, a estimativa de crescimento segue em 1,1%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País.

Além das projeções da inflação , da taxa básica de juros e do PIB, o boletim também considera a estimativa do mercado para o dólar. Nesta segunda-feira, a cotação do dólar foi alterada de R$ 3,39 para R$ 3,34, no fim deste ano, e permanece em R$ 3,50, no fim de 2017.

 *Com informações da Agência Brasil

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