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José Cruz/ Agência Brasil
Padilha disse que é natural que a Fazenda faça com periodicidade reavaliações sobre o cenário econômico

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira (25) que o “maestro da política econômica” é o presidente em exercício, Michel Temer, e que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está correto ao dizer que a criação de impostos será uma “última alternativa” para o reequilíbrio das contas.

“Claro que presidente ouve os técnicos, mas a decisão sempre é do presidente", disse. “E o ministro Meirelles está dizendo o que é verdade: se não tem outro caminho (pode ter aumento de impostos ). Ele tem razão sim, ele é o responsável por manter as contas em dia”, completou.

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Padilha disse que é natural que a Fazenda faça com periodicidade reavaliações sobre o cenário econômico, referindo-se ao relatório de despesas e receitas do governo. O ministro ressaltou que ele não estava "falando nada em aumento de imposto" e que isso será uma alternativa em "último caso".

"O presidente Michel disse que, em último, quando não tiver outra alternativa", disse, destacando que essa é a mesma opinião de Meirelles.

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Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Meirelles afirmou que, se o Congresso não aprovar a PEC que limita o teto dos gastos, o País sofrerá com aumento de impostos e juros. 

“O que ele [Meirelles] disse é o que o governo vai fazer. Eu pessoalmente, que também cuido da área política, eu confio muito de que nós vamos aprovar todas as medidas com quórum de mais de dois terços”, destacou.

Reforma da Previdência  

O ministro da Casa Civil também afirmou nesta segunda que, no projeto para a Reforma da Previdência que o governo pretende apresentar até o fim do ano, estão incluídos estudos sobre um tempo de transição para o regime único.

"O presidente Michel Temer, quando expusemos a ele as primeiras ideias, pediu que fizéssemos um estudo para ver se não é possível nesse momento, mesmo que a gente tenha uma transição longa, mas de caminharmos para um regime único", afirmou, após receber uma medalha da aeronáutica pelo trabalho executado para a aviação nacional.

Padilha, que foi ministro da Secretaria da Aviação Civil do governo da presidente afastada Dilma Rousseff, afirmou ainda que o grupo de trabalho formado pela Casa Civil, Planejamento, Fazenda, Trabalho e Desenvolvimento Social, está dedicado a mapear quais seriam as variáveis e qual seria o tempo de transição para esse regime único. "Temos que ver apenas como se atinge o direito, a aquisição do direito à aposentadoria. Mas tem solução. Muitos países já fizeram isso. O Brasil seguramente também poderá fazer", afirmou. "O certo é que a voz foi do presidente. Ele pediu um estudo, ainda está feito."

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Durante o fim de semana, Padilha usou sua conta no Twitter para comentar a Reforma da Previdência. Ele destacou o pedido de Temer ao grupo de trabalho e afirmou que é "impostergável" a realização da reforma. "Estamos chegando aos 80 anos e não nos preparamos para dar dignidade aos idosos", disse. "A Reforma da Previdência é de interesse de cada um e de todos os brasileiros. Seu debate está acima de qualquer entidade", completou.

Padilha destacou o déficit de 2015 com a previdência de R$ 86 bilhões, disse que a previsão em 2016 é de déficit de R$ 140 bilhões e, em 2017, de R$ 180 bilhões. "Em breve, não caberá no Orçamento Geral da União", afirmou. O ministro ressaltou que "quem já tiver direito à aposentadoria não sofrerá nenhuma mudança ou prejuízo."

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