Brasil Econômico

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Índice da inflação dos consumidores para os 12 meses seguintes passou de 10,5%, em junho, para 10,0% no mês de julho

O mês de julho traz boas notícias, pelo menos em relação à expectativa de inflação dos consumidores, que sofreu queda, segundo a pesquisa da FGV/Ibre informou nesta sexta-feira (22). Após ligeira alta no mês anterior, o índice para os 12 meses seguintes retoma a tendência de recuo, iniciada em março, ao passar de 10,5%, em junho, para 10,0% neste mês.

Neste mês de julho, a maior queda registrada está entre os consumidores de renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 . Neste grupo, o recuo registrado bateu 0,9 pontos percentuais, atingindo a previsão de inflação de 9,9%.

“A queda de 0,5 ponto percentual em julho mostra que a alta de 0,2 p.p no mês anterior foi apenas um soluço. A tendência é que, realmente, haja queda do indicador. A percepção de alívio na inflação pelos consumidores respalda-se na já observada queda da inflação acumulada em 12 meses (8,8% em junho), na maior repercussão na mídia de que a inflação será menor no futuro e no recuo contínuo da inflação de preços administrados, que somente neste ano já cedeu 8,1 p.p”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.

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Divulgação/FGV-Ibre
Expectativa da inflação para os 12 meses seguintes

Considerando-se os meses de junho e julho de 2016, entre os consumidores que tem a faixa de renda de até R$2.100,00, a previsão caiu de 11,3% para 10,8%. No grupo de consumidores com renda entre R$4.800,01 e R$9.600,00, a prévia não mostrou alterações, permanecendo em R$10,1%. Por fim, no grupo de consumidores com faixa de renda acima de R$9.600,00, a expectativa de inflação dos consumidores para os 12 meses seguintes caiu de 10,0% para 9,5%.

No cenário de distribuição das respostas, 36,2% dos consumidores brasileiros pesquisados disseram que esperavam uma inflação superior a 10% nos próximos 12 meses, o que significa o menor valor desde setembro de 2015. O intervalo entre 9,0% e 10,0% passou a ser o mais citado pelos consumidores, algo que não ocorria desde novembro de 2015.

A pesquisa

A Sondagem do Consumidor realizada pela FGV é coletada mensalmente, ao entrevistar mais de 2.100 brasileiros em sete das principais capitais do País: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife. Cerca de ¾ destes entrevistados vêm respondendo aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

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Além disso, a coleta é realizada em média nas três primeiras semanas de cada mês. A da edição de julho de 2016 foi realizada entre os dias 1º a 21 de julho.

A inflação mediana prevista pelos Consumidores nos 12 meses seguintes é divulgada mensalmente somente na forma original, sem ajustamento sazonal, em virtude de não ter sido percebida, estatisticamente, a influência do período do ano nos resultados históricos.

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