A General Mills anunciou nesta quinta-feira (21), um corte de 1.400 postos de trabalho em razão da menor demanda por seus produtos, já que os consumidores estão, cada vez mais, preferindo alimentos naturais em vez de industrializados. As demissões fazem parte de um esforço da companhia norte-americana de cortar despesas. Em 2014, a empresa já reduziu em 10% sua força de trabalho.

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Os cortes de agora envolvem o fechamento de uma unidade da empresa em Vineland, no Estado norte-americano de New Jersey, e também de outra em Marília, no interior paulista. Uma indústria em Martel, no Estado de Ohio, foi vendida por U$ 18 milhões.

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Demissões fazem parte de um esforço da General Mills para cortar gastos

Em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, uma fábrica terá sua produção interrompida, a exemplo do que também ocorrerá com unidades da companhia na China. As indústrias afetadas produzem desde snacks até sopa, da marca Progresso.

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"Os consumidores estão aumentando a procura por 'alimentos reais', que são aqueles menos processados", resumiu o CEO da General Mills, Ken Powell, em uma teleconferência com investidores na semana passada. No ano fiscal de 2016, a receita da empresa diminuiu 6%, com as vendas de marcas conhecidas, como o iogurte Yoplait, despencando.

Para analistas, o corte de despesas alivia a situação da empresa apenas no curto prazo. Atualmente, a General Mills conta com 39 mil empregados.

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