Brasil Econômico

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Para 65% dos entrevistados, os impostos são muito elevados; em 2010, o índice era de 44%

O retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) segue com um das principais pautas do governo  federal. Entretanto, a volta do "imposto do cheque" e a elevação de outros tributos não conta com a aprovação dos brasileiros. Para 81% da população, o governo já arrecada muito e não precisa aumentar impostos para melhorar os serviços públicos. Os dados foram obtidos a partir de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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O percentual que considera os impostos muito elevados passou de 44%, em 2010, para 65%, em 2016. Os que consideram que os impostos vêm subindo muito subiram de 43%, em 2010, para 83%, este ano. Para 70% dos entrevistados, a baixa qualidade dos serviços públicos é mais consequência da má utilização dos recursos do que da falta deles. Em 2010,  o índice era de 81%. 

A pesquisa também apontou que 73% dos entrevistados são contra o retorno da CPMF . O imposto prevê a tributação de transações de pessoas físicas ou jurídicas por meio de bancos e instituições financeiras. Saques, compras, depósitos seriam alguns alvos do imposto.

Serviços públicos

Para definir a percepção dos brasileiros, a pesquisa elaborou um índice que vai de zero a 100. Valores superiores a 50 representam que os entrevistados consideram o serviço de alta ou muita qualidade e aqueles abaixo de 50 indicam maior avaliação negativa do serviço.

Saúde e segurança pública receberam as piores avaliações entre 13 serviços analisados, com 20 e 22 pontos, respectivamente. Nenhum dos serviços alcançou índice acima de 50 pontos. Os que tiveram a melhor avaliação foram o fornecimento de energia elétrica, com 48 pontos, e os Correios, com 46.

Contas públicas

Para 80% dos entrevistados, o governo deve reduzir as despesas para diminuir os déficits orçamentários. Entre os que recomendam o corte de gastos, a prioridade deve ser reduzir os custos da máquina pública (32%) e os salários dos funcionários públicos (22%).

Para os que acham que o governo deve manter os gastos, foram apresentadas três opções para estabilizar as contas. E 42% disseram que o governo deve vender ou conceder bens e estatais à iniciativa privada , 17% defenderam a criação de impostos e 12% acham que é melhor aumentar a dívida pública. Outros 30% não souberam responder.

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A pesquisa apurou a percepção dos entrevistados sobre o uso do dinheiro público . Para  83%, os recursos federais são mal utilizados ou muito mal utilizados pelo presidente da República e seus ministros. O percentual cai para 73% quando se analisa o orçamento estadual e para 70% quanto se verifica o municipal.

A pesquisa foi feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope) e entrevistou 2.002 pessoas em 143 municípios, entre os dias 17 e 20 de março.

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