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Única queda nas taxas de juros para pessoas físicas ocorreu em CDC-financiamento de veículos

As taxas de juros aos consumidores tiveram aumento no comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras, de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

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A única queda nas taxas de juros para pessoas físicas ocorreu em CDC-financiamento de veículos. O juro médio subiu 0,10 ponto porcentual em junho ante maio, para 8,06% ao mês (153,50% ao ano), o maior nível desde setembro de 2003.

No cartão de crédito, a taxa subiu 0,10 pp, para 15,22% ao mês (447,44% ao ano) em junho, o maior nível desde outubro de 1995. Em relação aos juros do comércio (crediário), houve alta em 11 dos 12 tipos de lojas pesquisadas, com a média geral subindo 0 02 pp, para 5,86% ao mês (98,05% ao ano). A única queda foi em veículos, onde a taxa recuou 0,01 pp, para 2,31% aos mês (31,53% ao ano). No geral, a taxa mais alta foi registrada em Minas Gerais, com 5,97% ao mês (100,54% ao ano).

Entre as pessoas jurídicas, houve alta nas três linhas (capital de giro; desconto de duplicatas, e conta garantida). O juro médio avançou 0,01 pp no mês passado ante o anterior, para 4,63% ao mês (72,14% ao ano), o patamar mais alto desde fevereiro de 2005.

No caso da conta garantida, a taxa subiu 0,02 pp, para 8,05% ao mês (153,22% ao ano), o patamar mais elevado desde o início da série histórica, em 1995.

Segundo a Anefac, as altas podem ser atribuídas a alguns fatores como o cenário macroeconômico que aumenta o risco de elevação da inadimplência. "Este cenário se baseia no fato dos índices de inflação mais elevados, aumento de impostos e juros maiores reduzirem a renda das famílias. Agregado a isto a recessão econômica, que deve promover o crescimento dos índices de desemprego", diz o diretor executivo de estudos da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

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A Anefac lembra que, considerando todas as elevações da Selic promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve aumento de 7,00 pontos porcentuais (ou alta de 96,55%) na taxa básica de juros, para o nível atual de 14,25%. No mesmo período, as taxas de juros médias para pessoa física apresentaram elevação de 65,53 pp (+74,49%). Já na pessoa jurídica, houve elevação de 28,56 pp (+65,53%).

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