Estadão Conteúdo

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) afirmou nesta quinta-feira (16) que a possibilidade de que os eleitores do Reino Unido votem para deixar a União Europeia é o maior risco para o próprio país e os mercados globais . O plebiscito sobre o tema ocorre no dia 23 e as pesquisas têm mostrado uma disputa acirrada.

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David Cameron fala no Museu Britânico sobre os riscos da saída do Reino Unido do Bloco Europeu

A declaração do BoE consta de sua comunicação após a decisão de política monetária de hoje. Além de divulgar a decisão, o banco central publica ao mesmo tempo a ata da reunião. O BoE manteve a política monetária, por unanimidade, e mostrou cautela com os efeitos da possível saída do Reino Unido da UE - o chamado "Brexit". Segundo o BoE, o Brexit pode levar a uma forte queda na libra e também ao aumento do desemprego no país. Com a expectativa pela votação, decisões de investimento e negócios no setor imobiliário têm sido adiados, destacou o banco central.

O BoE argumentou que o fato de que haverá o plebiscito em uma semana dificulta a interpretação dos dados econômicos. Uma votação para a saída do Reino Unido do bloco significaria um efeito "adverso" para a economia global , advertiu a instituição. Ainda segundo o BoE, as contínuas forças contrárias significam que deve haver uma trajetória cautelosa na elevação dos juros no Reino Unido, no futuro.

Leia mais:  Maioria dos britânicos quer permanência do Reino Unido na União Europeia

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