Brasil Econômico

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A partir de 2010, ex-funcionário passou a ter metas “absurdas e impossíveis de serem cumpridas”

A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Banco do Brasil S.A a pagar R$ 50 mil por danos morais a um ex-funcionário que era forçado a fazer operações irregulares para cumprir metas de vendas impostas a ele. Segundo o empregado (atualmente aposentado), que foi admitido em 1984, a partir de 2010, passou a ter metas “absurdas e impossíveis de serem cumpridas”.

O ex-funcionário afirmou que sofria coação do gerente-geral para implantar irregularmente seguros, limites e pacotes nas contas correntes dos clientes. Assim, ele teria sofrido situações de estresse e desequilíbrio emocional devido às reclamações e humilhações dos clientes. Uma testemunha afirmou que o gerente era uma pessoa agressiva e que chegou a gritar e dar socos na mesa em uma reunião com os subordinados.

O Tribunal Superior da Justiça abraçou a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), que entendeu que a indenização deveria ser de R$ 50 mil pelo dano causado e pela culpa indireta do banco, já que o assédio foi cometido por um gerente. Anteriormente, na Vara do Trabalho de Araraquara (SP), havia sido estabelecido o valor de R$ 100 mil.

O Brasil Econômico entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, que afirmou que o banco "aguarda a publicação oficial da decisão para análise e adoção de providências cabíveis no âmbito do processo".

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