Estadão Conteúdo

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Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas
Líder do MTST, Boulos acusa a PM de ter espancado manifestantes que estavam imobilizados

Após novo protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) contra o governo de Michel Temer, o Ministério das Cidades determinou a edição de uma nova portaria que retoma as contratações de unidades habitacionais da modalidade Entidades do programa federal Minha Casa Minha Vida. O grupo comemorou a decisão.

A manifestação que culminou na decisão ocorreu dez dias depois de o MTST tentar montar um acampamento em frente à residência do presidente em exercício Michel – protesto marcado por enfrentamento com a Polícia Militar. Desta vez, o grupo, o principal representante dos sem-teto na capital paulista, fez um ato ainda mais ousado, ocupando o saguão do prédio onde fica escritório da Presidência da República em São Paulo.

O protesto foi marcado pelo confronto entre manifestantes e policiais, que usaram gás de pimenta e bombas de efeito de moral. O líder do MTST, Guilherme Boulos, acusou a PM de ter espancado manifestantes que estavam imobilizados.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública respondeu que agiu para tentar evitar que os ativistas invadissem o prédio. "Por isso, foi necessária intervenção policial para impedir a ação. Os manifestantes não atenderam às ordens policiais e reagiram", afirmou a Secretaria da Segurança Pública.

O estopim do enfrentamento foi um rojão disparado por um militante do MTST. A PM não calculou o número de manifestantes no protesto.

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Oswaldo Corneti/Fotos Públicas
Bandeira do MTST é evitar suspensão da contratação de moradias do Minha Casa Minha Vida


Seis pessoas foram detidas por dano, desacato e periclitação da vida. Um policial ficou ferido. Uma agência bancária e uma estação do Metrô foram danificadas, além de um supedâneo (cabine elevada) utilizado pela PM para a segurança da Avenida Paulista, que foi destruído. “A estratégia deles é tratar direito social como caso de polícia. Estão jogando lenha na fogueira. Vão incendiar o País”, criticou Boulos.

A principal bandeira atualmente do MTST, que não reconhece como legítima a administração Temer, é evitar a suspensão da contratação de novas moradias do Minha Casa Minha Vida. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou anteriormente que não pretendia suspender totalmente a terceira fase do programa, enquanto o chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, se manifestou no sentido oposto, dizendo que novas contratações estão suspensas para que o governo "faça uma análise" do programa.

Os manifestantes do grupo passaram a noite no prédio onde fica o escritório de Temer na capital paulista.

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