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Venda de diesel caiu 6,1% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2015; venda de gasolina subiu 1,4%

Recuo das vendas de combustíveis vem sendo associado à menor atividade econômica
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Recuo das vendas de combustíveis vem sendo associado à menor atividade econômica

As vendas de diesel no Brasil caíram no primeiro trimestre, em meio à pior recessão econômica em décadas, enquanto a gasolina teve uma leve alta nas vendas, ganhando competitividade em relação ao etanol hidratado, seu concorrente renovável no abastecimento de veículos flex.

As vendas de diesel caíram 6,1% nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo período de 2015, para 81,579 milhões de barris, publicou nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em março, as vendas de diesel caíram 5,4% ante o mesmo mês do ano anterior, para 29,84 milhões de barris.

Já as vendas de gasolina C avançaram 1,4% entre janeiro e março ante o mesmo período do ano anterior, para 66,13 milhões de barris, ganhando competitividade em relação ao etanol hidratado, cujas vendas recuaram 12,3% na mesma comparação, para 21,9 milhões de barris.

O ganho de mercado da gasolina no primeiro trimestre foi puxado pelas vendas de março, que cresceram 9,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 23,44 milhões de barris, enquanto as vendas de etanol hidratado caíram 22%, para 7,1 milhões de barris.

Somando todos os combustíveis, as vendas das distribuidoras recuaram 5% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, para 206,9 milhões de barris. Em março, as vendas caíram 4,2% em relação ao mesmo mês de 2015.

Os combustíveis somados são etanol, gasolina C (etanol anidro e gasolina A), gasolina de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), óleo combustível, óleo diesel, querosene de aviação e querosene iluminante.

O recuo progressivo das vendas de combustíveis vem sendo associado por especialistas à menor atividade econômica e à queda estimada no consumo das famílias.

Apesar disso, representantes do setor estão traçando estimativas de aumento da demanda no longo prazo, o que trará a necessidade de crescimento das importações de derivados do petróleo.

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