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Projeto lançado em site de financiamento coletivo prevê arrecadação para diversificar e expandir a produção

A Índia é o maior usuário de talheres descartáveis do mundo. O país descarta 120 bilhões de unidades todos os anos. Foi pensando em uma alternativa para os talheres de plásticos e os hashis feitos de bambu que o indiano Narayana Peesapathy fundou em 2010 a empresa Bakeys, em Hyderabad, na Índia.

Colheres comestíveis
Reprodução
Colheres comestíveis

Depois de muita pesquisa, o inventor criou as colheres comestíveis. Os utensílios são feitos de arroz, trigo e principalmente de painço (que consomem 60 vezes menos água que o arroz para ser cultivado) e têm diferentes sabores: açúcar, canela com gengibre, alho com gengibre, pimenta-do-reino, cominho, aipo, menta com gengibre e cenoura com beterraba. Além de serem nutritivos e não conterem conservantes, as colheres têm uma vida útil de três anos. Se ainda assim, o consumidor não tiver interesse em degustar os talheres, não tem problema, eles se decompõem entre 4 e 5 dias.

Mas, Peesapathy não quer que os talheres sejam apenas nutritivos, gostosos e sustentáveis. Ele também quer que eles sejam mais baratos.

Narayana Peesapathy, criados das colheres comestíveis
Reprodução/ The Better India
Narayana Peesapathy, criados das colheres comestíveis


Hoje, é possível comprar 100 colheres por US$ 4. Os talheres comestíveis são mais caros do que os talheres de plástico. Pensando em mudar isso, uma campanha foi lançada no site de financiamento coletivo que apoia projetos inovadores, Kickstarter, para arrecadar US$ 20 mil, dinheiro que será usado para aumentar a produção e introduzir os produtos no mercado a preços mais baixos e competitivos.

Com o financiamento coletivo, o empreendedor planeja também produzir hashis e garfos comestíveis, além de comercializar todos os produtos em várias partes do mundo. Cerca de 1,5 milhão colheres são vendidas na Índia todos os anos. Para aceitar encomendas de outros países, é necessário que o sistema de produção da Bakeys também cresça. Com a arrecadação, a empresa espera se tornar apta a produzir 800 mil utensílios por dia e a começar a vendê-los dentro de três meses.

Mais de US$ 140 mil já foram arrecadados com a ajuda de mais de quatro mil doadores. E quem quiser apoiar o projeto, ainda dá tempo" Basta acessar o site do Kickstarter . A arrecadação será encerrada em 17 de abril.

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