Entre 27 de fevereiro de 27 de março, as marcas de chocolate investiram R$ 78 milhões em compra de espaço publicitário na televisão, o que significa um recuo de 28% em comparação ao mês que antecedeu a Páscoa de 2015. 

A pesquisa da Kantar IBOPE Media, realizada em 10 mercados, identificou oito anunciantes na categoria de chocolates no período monitorado e apontou que o volume de inserções dessas marcas diminuiu 21%, o que representou 9 mil veiculações em um mês. Essa estratégia fez com que mais de 53 milhões de pessoas fossem atingidas e que cada individuo assistisse, em média, 41 comerciais de chocolate.

undefined
Twitter
Investimento em publicidade feito por marcas de chocolate sofreu queda em meio a pior Páscoa dos últimos 10 anos

De acordo com a diretora executiva do Monitor da Kanatar IBOPE Media, os resultados mostram como a crise refletiu no desempenho publicitário do segmento de chocolates. "Diante da alta inflação e com um consumidor menos disposto a adquirir produtos, os anunciantes reduziram suas verbas para as campanhas de Páscoa".

Entre os anunciantes, a Cacau Show foi a que mais investiu em televisão no período em 2016, seguida por Mondelez, Masterfoods, Garoto e Kopenhagen.

Em 2015, A Cacau Show já havia sido a marca que mais havia investido em publicidade na TV aberta durante a Páscoa, seguida pela Nestlé, Garoto, Ferrero e Masterfoods.

Já entre os mercados com maior volume de investimento publicitário neste período, São Paulo concentrou 49% da verba em TV, seguido por Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Campinas, Recife, Fortaleza e Brasília.

Pior Páscoa dos últimos 10 anos

Pesquisa feita pela Serasa apontou que a Páscoa deste ano teve o pior desempenho nas vendas dos últimos 10 anos. Durante a semana do feriado, de 21 a 27 de março, as vendas caíram 9,6% em compraração com o mesmo período do ano passado (30 de março a 05 e abril). O resultado é o pior da série histórica, iniciada em 2007.

De acordo com economistas da Serasa, o aprofundamento da crise econômica, que coloca o desemprego em trajetória de elevação, e a queda do poder de compra dos consumidores devido à inflação, impactaram negativamente o movimento varegista durante a data comemorativa.

Com alta média de 13,6% nos preços dos produtos, a Páscoa de 2016 era apontada como a mais cara dos últimos 13 anos.

A expectativa foi divulgada ainda no início de março pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mais cara que a Páscoa de 2016, só em 2003, quando a alta dos preços foi de 26% em relação ao ano anterior.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários